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A escola da recuperação

“Este é um programa de aprendizagem. “ Texto Básico, p. 19

Aprender em recuperação é uma tarefa difícil. As coisas que mais precisamos de saber são, muitas vezes, as mais difíceis de aprender. Estudamos recuperação para nos prepararmos para as experiências que a vida nos dá. À medida que ouvimos os outros partilharem em reuniões, tomamos mentalmente notas que nos servem mais tarde de referência. Para estarmos preparados, estudamos as nossas notas e a literatura entre cada “lição”. Tal como um aluno tem oportunidade de aplicar o seu conhecimento durante os testes, também nós temos oportunidade de aplicar a nossa recuperação durante períodos de crise. Como sempre, temos uma escolha na maneira como vamos encarar os desafios da vida. Podemos temê-los e evitá-los, como se fossem ameaças à nossa serenidade, ou podemos aceitá-los com gratidão, como oportunidades de crescimento. Através da confirmação dos princípios que aprendemos em recuperação, os desafios da vida dão-nos forças redobradas. Sem esses desafios, contudo, poderíamos esquecer aquilo que aprendemos e começar a estagnar. Estas são as oportunidades que nos estimulam para novos despertares espirituais. Vamos descobrir que existe, muitas vezes, um período de descanso após cada crise, dando-nos tempo para nos acostumarmos às nossas novas capacidades. Uma vez que tenhamos reflectido sobre a nossa experiência, somos chamados para partilhar o nosso conhecimento com alguém que esteja a estudar aquilo que acabámos de aprender. Na escola da recuperação, todos nós somos tanto professores como alunos.

Só por hoje: Vou ser um aluno de recuperação. Vou dar as boas-vindas aos desafios, confiando naquilo que aprendi e ansiar por partilhar isso com os outros.

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Tratamento Voluntário e Involuntário

Internação Voluntária

Este tipo de internação é feita por incentivo da família ou por algum tipo de promessa material, onde, em troca do tratamento, o indivíduo em questão ganhara um carro, ou algum bem de valor, ou até mesmo uma reconciliação com parentes próximos.

Na internação voluntária, a probabilidade de dar certo é muito pequena, pois o usuário não está focado no problema que existe dentro dele e no benefício que vai obter depois que sair da clínica de recuperação.

Internação Involuntária

A internação involuntária é vista como um fato positivo. O usuário chega na clínica de surpresa, contra sua vontade, e o fato de ninguém mais acreditar em nele é notório, fazendo que o próprio comece, inconscientemente, a buscar oportunidades. Esses sim superam as estatísticas, onde, temos um índice de 70% de usuários involuntários que se limparam e hoje estão inseridos na sociedade.

 

No que se refere à internação voluntária e involuntária, há complexidade e falta da compreensão tanto da sociedade, autoridades, profissionais da área, quanto do próprio usuário.

O que temos mais entendimento em relação à internação é a compulsória, pois essa sim seria percebida a necessidade de interditar o usuário por oferecer risco a ele mesmo ou a terceiros. Vale salientar que esta internação é por ordem judicial.

Saiba mais sobre o tratamento Involuntário e Compulsório de acordo com a Lei Federal nº 10.216, de seis de abril de 2001 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10216.htm).

 

Texto: Celivaldo Guerra (Diretor)

Edição: Sthéfane Gonçalves (Assessora de Imprensa)

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Meditação do Dia – Narcóticos Anônimos

Faça Aquela Chamada

 

“Temíamos que, se alguma vez revelássemos como éramos de fato, certamente seríamos rejeitados… [Mas] nossos companheiros nos compreendem”

Precisamos de nossos companheiros de NA – sua experiência, sua amizade, seu riso, sua orientação e muito, muito mais. Mesmo assim muitos de nós hesitam em chamar nossos padrinhos ou visitar nossos amigos de NA. Não queremos nos impor a eles. Pensamos em telefonar para alguém, mas não nos sentimos merecedores de seu tempo. Tememos que, caso venham a nos conhecer – realmente nos conhecer – certamente nos rejeitarão. Esquecemos que nossos companheiros de NA são exatamente iguais a nós. Não há nada que tenhamos feito, nenhum lugar a que tenhamos ido ou sentimentos que tenhamos sentido, com que outros adictos em recuperação não sejam capazes de se identificar. Quanto mais deixarmos que os outros nos conheçam, mais iremos ouvir: “Você está no lugar certo. Você está entre amigos. Você faz parte. Bem-vindo!” Também esquecemos que, do mesmo modo que precisamos dos outros, eles precisam de nós. Não somos os únicos que queremos sentir que fazemos parte, que queremos experimentar o calor da amizade, que queremos alguém para compartilhar. Se nos isolamos de nossos companheiros, nós os privamos de algo que eles precisam, algo que só nós podemos dar a eles: nosso tempo, nossa companhia, nosso verdadeiro eu. Em Narcóticos Anônimos, adictos em recuperação se importam uns com os outros. O que esperam do outro lado do telefone não é rejeição, mas amor, calor e identificação da Irmandade de NA. Faça aquela chamada!

 

Só por hoje: Em NA, eu estou entre amigos. Entrarei em contato com os outros, dando e recebendo em irmandade.

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Meditação do Dia – Narcóticos Anônimos

Despertar Espiritual

Tendo experimentado um despertar espiritual, como resultado destes passo.

“Como saberei que tive um despertar espiritual?” Para muitos de nós o despertar espiritual vem gradualmente. Talvez nossa primeira consciência espiritual seja tão simples quanto uma nova valorização da vida. Um dia, de repente, podemos perceber o som de pássaros cantando de manhã cedo. A simples beleza de uma flor pode nos lembrar que há um Poder maior do que nós trabalhando à nossa volta.

Só por hoje: Eu vou refletir sobre cada despertar espiritual que experimentei. Buscarei estar consciente de Deus. Dedicarei algum tempo do dia para apreciar o trabalho de meu Poder Superior.

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Meditação do Dia – Narcóticos Anônimos

Crescendo

“Nosso estado espiritual é o alicerce de uma recuperação bem sucedida, que oferece crescimento ilimitado”.

Quando nossos membros comemoram seus aniversários de recuperação, eles dizem, frequentemente, que “cresceram” em NA. Bom, pensamos então, o que isto quer dizer? Começamos a nos questionar se já somos adultos. Examinamos nossas vidas e verificamos que todas as armadilhas da vida adulta estão lá: talões de cheques, filhos, emprego, responsabilidades. No entanto, internamente, quase sempre nos sentimos como crianças. Em grande parte do tempo, a vida ainda nos deixa confusos. Nem sempre sabemos como agir. Algumas vezes, ainda nos perguntamos se somos realmente adultos, ou se somos crianças que, de alguma forma, foram colocadas em corpos adultos e a quem foram dadas responsabilidades de adultos. Crescimento não é mais bem avaliado por idade física ou níveis de responsabilidade. Nossa melhor medida de crescimento é nosso estado espiritual, o alicerce de nossa recuperação. Se ainda dependemos de pessoas, lugares e coisas para alcançar uma satisfação interna, como crianças que dependem dos pais para tudo, nós, certamente, temos muito a crescer. Mas, se estamos firmes no alicerce de nosso estado espiritual, considerando que sua manutenção é nossa maior responsabilidade, podemos alegar maturidade. Sobre esta base, nossas oportunidades para crescer são ilimitadas.

Só por hoje: A medida de minha maturidade é proporcional à responsabilidade que assumo pela manutenção de meu estado de espírito. Hoje, esta será minha prioridade.

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A Família no tratamento

 Resumo: Este artigo tem por objetivo promover uma breve reflexão sobre a importância da família durante o tratamento terapêutico, como um suporte no tratamento e no que se trata dos cuidados básicos e essenciais ao paciente.

Introdução

A todo o momento, o ser humano é cobrado e influenciado pelo meio social em que vive, e este meio também determina como ele deve agir pensar e se comportar. Se ele fugir as normas sociais conseqüentemente será punido pela sociedade, com isso a todo o momento o individuo é vigiado por esta, e por ele mesmo, sendo assim o nível de estresse ao qual é submetido todos os dias é alto, saindo às vezes do “normal” para a “loucura” o que passa a ser um risco, porém nem mesmo na condição de portador de transtorno mental e ou dependente químico, o individuo se livra da cobrança e do julgamento social, e como não pode mais obedecer às regras sociais, passa a ser excluído do convívio em sociedade. A família em muitos casos faz parte deste processo de exclusão do doente, muitas vezes por medo, desconhecimento, ou simplesmente pelo estigma de ter em seu convívio familiar um doente tido pela sociedade como alguém sem capacidades, “louco” ou “drogado”. Percebemos as dificuldades e a carga psicológica na qual as famílias estão expostas, porem é essencial, todo e qualquer apoio nestes casos, sendo de suma importância seu envolvimento e participação durante todo o tratamento terapêutico vivenciado pelo paciente ao longo de sua internação, a fim de conhecer e entender melhor a problemática tornando-se participe deste processo.

O Papel da Família no processo terapêutico do paciente

A família é um conjunto de pessoas que se encontram, ligadas por laços afetivos, têm objetivos em comum, e um funcionamento específico. No caso desse funcionamento ser alterado, como quando um dos membros está internado, é natural que surjam dúvidas e insegurança em todo e qualquer membro da família. É um momento de tomada de decisões que podem ser fáceis ou não, há que adaptar uma postura diferente para que o problema seja solucionado, neste caso, para que a pessoa internada atinja o estado de saúde ou, no caso de não se encontrar doente, que possa retornar a casa (TORRENTS et.al, 2004). O apoio familiar é muito importante, sendo mais ainda durante o tratamento, porém esse papel no trato com o doente não é fácil, pois vários são os sentimentos que ela pode apresentar diante dessa situação, tais como culpa preconceito e incapacidade. Além do preconceito que os portadores de transtornos mentais e dependentes químicos sofrem da sociedade, eles também são submetidos aos da família, que se sente envergonhada pela sociedade pelo simples fato de não terem conseguido formar um individuo “saudável” e preparado para cumprir com suas obrigações sociais. Não é possível julgá-las, pois também são vitimas da sociedade assim como o doente, mas é possível reconhecer a importância dela na vida de qualquer ser humano.

Os familiares tornam-se essenciais no processo de tratamento do doente, no entanto necessitam saber como lidar com as situações estressantes, evitando comentários críticos ao paciente ou se tornando exageradamente super protetores, dois fatores que reconhecidamente provocam recaídas. Torna-se muito importante que os familiares dosem o grau de exigências em relação ao paciente, exigindo assim mais do que ele pode realizar em dado momento, porém sem deixá-lo abandonado, ou sem participação na vida familiar. Conhecendo melhor a doença e tendo um diagnóstico claro, a família passa a ser um aliado eficiente em conjunto com a medicação e a terapêutica trabalhada pela equipe multiprofissional.

O papel da família e importantíssimo em todas as fases do processo terapêutico, porém fundamental no inicio do tratamento onde o paciente ainda não percebe claramente que aquilo que acontece com ele é decorrente de uma doença, sendo que para este alucinações e delírios são reais, dizer ao paciente que tudo não passa de sua imaginação não resolve, ao contrario isso aumenta sua resistência ao tratamento. Tanto a família quanto a equipe responsável pelo paciente necessitam estar alinhadas objetivando adquirir confiança e vinculo, para que se estabeleça uma relação de confiança e de aceitação ao tratamento, o que ira garantir a efetivação do tratamento e conseqüente melhora. Podemos perceber que a recuperação de uma pessoa com transtorno mental ou dependente químico é um processo longo, e em muitos casos gradual e lento, no entanto combinando varias abordagens os resultados tornam-se assertivos e em muitos casos muito satisfatório.

Ao mesmo tempo em que se trata o quadro de doença do paciente, a família deve receber total atenção no sentido de ser orientada em sua abordagem ao paciente ou em sua dinâmica de relacionamento durante o processo terapêutico, visto que em muitos casos a família adoece em conjunto, sendo necessário um processo de escuta, apoio e orientação. Trabalhar com famílias traz átona traços relacionados à dinâmica funcional familiar muitas vezes já cristalizados ao longo do tempo e que necessitam serem repensados e apreendidos, sendo estes responsáveis pelo agravo da situação doença do paciente.

É importante que a família sinta que ode fazer algo para ajudar o seu familiar a recuperar-se quando tal e possível e, mesmo quando não é, que seja capaz de compreender a situação e acompanhar o paciente, dando apoio, compreensão, carinho e dedicação (LAZURE, 1994).

Processo Terapêutico

O processo terapêutico é o momento onde o paciente passa por cuidados efetivos exercidos pela equipe multiprofissional tendo por finalidade o tratamento dos sintomas de sua doença e a manutenção e garantia de sua continuidade ao tratamento tendo o suporte adequado para este fim, visando sua recuperação e melhora. É neste momento também que estão lado a lado à equipe multiprofissional e os familiares do paciente, juntos pelo mesmo objetivo o da melhora e qualidade de vida do paciente.

Diante desde complexo cotidiano, as ações dirigidas às famílias devem estruturar-se de modo a favorecer e fortalecer a relação familiar/profissional/serviço, entendendo que o familiar e fundamental no tratamento dispensado ao doente (ROCHA ET ali, 2000).

É neste momento em que são feitas abordagens especificas como a coleta de dados, a escuta sensível e a analise da equipe em relação à família.  Também é neste momento em que são feitas as intervenções e trabalhos de educação familiar com vistas ao conhecimento de seu papel, significado e vínculos. Os profissionais utilizam-se neste momento de ferramentas especificas em cada especialidade como, por exemplo: grupos, como alternativa de trabalho e sensibilização dos cuidados e da manutenção de vínculos junto ao paciente durante todo o processo terapêutico. O sucesso do tratamento depende de um conjunto de fatores que cerceiam a rede social em que o paciente esta inserido.

Percebemos que durante o processo terapêutico onde os familiares estão inseridos e participantes, conseguem lidar com menos apreensão e assim oferecer cuidados de melhor qualidade ao doente, principalmente quando estão inseridos em reuniões e/ou grupos de família ou em outros processos, sendo estes espaços propícios para a reflexão, discussão, escuta, troca de vivencias, angustias e orientações, constituindo-se estes como efetivos espaços privilegiados de atendimento familiar.

Considerações

Evidenciamos que a participação da família no processo terapêutico dos pacientes portadores de transtornos mentais e dependentes químicos é fundamental e contribui de forma significativa no tratamento e conseqüente melhora. O paciente sente-se valorizado e confiante de sua recuperação, quando sente a efetividade da participação familiar.

Percebemos que os pacientes sofrem e suas famílias necessitam serem atendidas em suas reais necessidades pela equipe respeitando sua forma de constituição, porem levando em consideração os vínculos estabelecidos e a dinâmica funcional, reconhecendo e respeitando suas limitações, procurando trabalhar preconceitos e/outras formas de entendimento da situação problema do paciente.

A relação familiar é o sustentáculo e a base para uma boa estrutura emocional para o paciente, tanto para a prevenção de uma crise, quanto para sua manutenção e recuperação  (ROCHA,  ET ali, 2000).Fato pelo qual  torna-se essencial sua participação em todos os processos terapêuticos no qual o paciente esta inserido o que ira propiciar uma melhor adequação do paciente ao tratamento e consequente melhora.Estimulando reflexões sobre a inserção da família no processo terapêutico do paciente e que este artigo se aplica.

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