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Rebeldia

“Não devemos perder a fé, quando nos revoltamos.” Texto Básico, p. 40

Muitos de nós viveram toda a vida em revolta. A nossa reação inicial a qualquer tipo de direção é geralmente negativa. A rejeição automática da autoridade parece constituir um defeito de caráter preocupante para muitos adictos. Um inventário minucioso poderá mostrar-nos como reagimos ao mundo à nossa volta. Podemos perguntar a nós mesmos se será justificada a nossa revolta contra pessoas, lugares, coisas e instituições. Se formos minuciosos na nossa escrita, iremos ultrapassar as acusações a outros e descobrir o nosso próprio papel nas situações. Descobrimos que aquilo que os outros nos fizeram não era tão importante quanto a forma como reagíamos às situações em que nos encontrávamos. Um inventário regular permite-nos examinar os padrões nas nossas reações à vida e ver se a nossa tendência é para uma rebeldia crônica. Por vezes veremos que, embora possamos seguir algo que nos seja sugerido, em vez de arriscarmos a rejeição, alimentamos em segredo ressentimentos contra a autoridade. Se deixados livres, esses ressentimentos podem afastar-nos do nosso programa de recuperação. O processo de inventário permite-nos pôr a descoberto, avaliar, e alterar os nossos padrões de rebeldia. Não podemos mudar o mundo através de um inventário, mas podemos mudar a forma como reagimos a ele.
Só por hoje: Quero libertar-me da desordem da rebeldia. Antes de agir vou fazer um inventário de mim mesmo e pensar sobre os meus verdadeiros valores.
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Praticar a honestidade

“Quando nos sentimos encurralados ou pressionados, é necessária uma grande força espiritual e emocional para sermos honestos.” Texto Básico, p. 96

Muitos de nós tentam se desenvencilhar de uma situação difícil através da desonestidade, apenas para terem de se humilhar mais tarde e dizer a verdade. Alguns de nós distorcem as suas histórias, já por hábito, mesmo quando não haveria dificuldade em pura e simplesmente dizer a verdade. Sempre que tentamos evitar ser honestos, a situação volta-se contra nós. A honestidade pode ser desconfortável, mas os problemas que temos de enfrentar quando somos desonestos costumam ser muito piores do que o desconforto de dizermos a verdade. A honestidade é um dos princípios básicos da recuperação. Aplicamos este princípio desde o início da nossa recuperação, quando, finalmente, admitimos a nossa impotência e o nosso desgoverno. Continuamos a aplicar o princípio da honestidade, cada vez que somos confrontados com a escolha entre viver a fantasia, ou viver a vida tal como ela é. Nem sempre é fácil aprender a ser honesto, especialmente depois dos jogos e das máscaras que tantos de nós usamos na nossa adicção. As nossas vozes podem tremer quando praticamos a nossa recém encontrada honestidade. Mas depressa o som da verdade a sair das nossas bocas desfaz qualquer dúvida: a honestidade sabe bem! É mais fácil viver a verdade do que viver uma mentira.
Só por hoje: Vou honestamente abraçar a vida, com todas as suas pressões e exigências. Vou praticar a honestidade, mesmo quando possa parecer estranho fazê-lo. A honestidade irá ajudar, e não prejudicar, os meus esforços para viver limpo e recuperar.
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Morte Espiritual

“Para nós, usar é morrer, quase sempre demais do que uma maneira.” Texto Básico, p. 92

Como recém-chegados, muitos de nós vieram à sua primeira reunião apenas com uma pequena réstia de vida. Essa réstia, o nosso espírito, quer sobreviver. Narcóticos Anônimos alimenta esse espírito. O amor da irmandade depressa faz aumentar essa chama. Com os Doze Passos e o amor de outros adictos em recuperação, começamos a florescer e a transformarmo-nos nesse ser humano pleno e vivo que o nosso Poder Superior queria que fossemos. Começamos a gozar a vida, encontrando propósito na nossa existência. Em cada dia que escolhemos nos manter limpos, o nosso espírito é revitalizado, fazendo crescer a relação com o nosso Deus. O nosso espírito se fortalece por cada dia que escolhemos a vida, mantendo-nos limpos. Apesar do fato de a nossa nova vida em recuperação ser compensadora, a vontade de usar pode por vezes ser enorme. Quando tudo nas nossas vidas parece correr mal, voltar a usar parece ser a única saída. Mas nós sabemos quais serão as consequências se usarmos – a perda da nossa bem-cuidada espiritualidade. Percorremos já demasiado deste caminho espiritual para irmos desonrar o nosso espírito através do uso. Apagarmos a chama espiritual que nos custou tanto a restaurar na nossa recuperação, é um preço demasiado elevado por uma “pedrada”.

Só por hoje: Sinto-me grato por o meu espírito estar forte e vivo. Hoje vou honrar esse espírito mantendo-me limpo.

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É possível recuperar

“A velha mentira, ‘Uma vez drogado, drogado sempre’, não será mais tolerada, nem pela sociedade, nem pelo adicto. É possível recuperar.” Texto Básico, p. 100

De tempos a tempos ouvimos pessoas partilharem que, na realidade, não compreendem ainda princípios espirituais. Dizem-nos que se soubéssemos o que lhes vai no pensamento, ficaríamos surpreendidos com tanta insanidade. Dizem-nos que quanto mais tempo estão limpas, menos sabem sobre tudo. Mas, ao mesmo tempo, estas pessoas falam das profundas mudanças que a recuperação operou nas suas vidas. Passaram do desespero completo para uma esperança inesgotável, do uso descontrolado de drogas para a abstinência total, do desgoverno crônico para uma atitude de responsabilidade através da prática dos Doze Passos de Narcóticos Anônimos. Qual das histórias é a verdadeira? Afinal recuperamos, ou não? Poderemos achar que é uma demonstração de humildade ou de gratidão não darmos a devida importância às mudanças que a recuperação trouxe às nossas vidas. É verdade que estaríamos a ser injustos para com o programa se assumíssemos a responsabilidade por esse milagre. Mas seria igualmente injusto – para nós próprios e para aqueles com quem o partilhamos – não reconhecermos a grandeza deste milagre. É possível recuperar. Se tivermos dificuldade em ver o milagre da recuperação, talvez seja melhor olharmos de novo. A recuperação está viva e a ser praticada em Narcóticos Anônimos – por aqueles com mais experiência, pelos recém-chegados que chegam às nossas reuniões e, mais do que tudo, por nós próprios. Basta abrirmos os olhos.

Só por hoje: Vou reconhecer o milagre da minha recuperação e mostrar-me grato por tê-la encontrado.

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A palavra “D”

“É importante que saibas que irás ouvir falar de Deus em reuniões de NA. Estamos nos referindo a um Poder superior a nós mesmos que torna possível aquilo que parece impossível.” IP n° 22, Bem-vindo a NA

A maioria de nós chega ao Narcóticos Anônimos com toda uma série de preconceitos em relação ao significado da palavra “Deus”, muitos deles negativos. A palavra “D” é todavia utilizada com bastante regularidade em NA, se é que não o é constantemente. Ela aparece mais de noventa vezes no nosso Texto Básico, e tem um lugar de relevo em quase metade dos nossos Doze Passos. Em vez de contornarmos a sensibilidade que muitos de nós possam sentir em relação à palavra, deveremos antes falar abertamente sobre ela. É verdade que Narcóticos Anónimos é um programa espiritual. Os nossos Doze Passos oferecem-nos um caminho em direção à libertação da adicção, através da ajuda de um poder espiritual superior a nós. 0 programa, contudo, nada diz quanto à forma como deveremos conceber esse Poder. Na verdade, ouvimos dizer dezenas de vezes, na nossa literatura, nos nossos passos e nas nossas reuniões, que se trata do “Deus na forma em que 0 concebemos” – seja qual for essa concepção. Utilizamos a palavra “Deus” pois ela é referida no nosso Texto Básico e porque comunica com melhor eficácia à maioria das pessoas um entendimento básico do Poder subjacente à nossa recuperação. A palavra é utilizada por uma questão prática. Já o Poder por trás da palavra, o utilizamos mais do que por conveniência. Utilizamos esse poder para mantermos a liberdade da adicção e assegurarmos a continuação da nossa recuperação.

Só por hoje: Quer acredite ou não em “Deus”, vou utilizar o Poder que me mantém limpo e livre.

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Meditação para iniciantes

“Para alguns a prece é pedir a ajuda de Deus; a meditação é escutar a resposta de Deus… Quando acalmamos a mente através da meditação, sentimos uma paz interior que nos põe em contacto com o Deus dentro de nós.” Texto Básico, p. 53

A muitos de nós disseram, “Tem paciência quando estiveres a aprender a meditar. É preciso prática para se reconhecer aquilo que é preciso ‘escutar’.” É bom que nos tenham dito isto, ou muitos de nós teriam desistido após a primeira ou segunda semana de meditação. Ao longo das primeiras semanas, é provável que nos tenhamos sentado de manhã, acalmado os pensamentos, e “escutado”, como diz o Texto Básico – mas sem “ouvir” nada. Poderão ter passado mais algumas semanas antes de algo realmente acontecer. Mesmo então, aquilo que aconteceu era por vezes dificilmente detectável. Acabávamos as nossas meditações matinais a sentir-nos um pouco melhor connosco próprios, a sentir um pouco mais de empatia por aqueles que íamos encontrando ao longo do dia, e um pouco mais em contado com o nosso Poder Superior. Para a maioria de nós não houve nada de dramático nessa consciencialização – não houve relâmpagos ou trovões. Em vez disso foi algo silencioso, mas com imenso poder. Estávamos a arranjar tempo para colocar os nossos egos e as nossas ideias fora do caminho. Nesse espaço de claridade, estávamos a melhorar o nosso contacto consciente com a fonte da nossa recuperação diária, o Deus da nossa concepção. A meditação era uma coisa nova, e exigia tempo e prática. Mas, como todos os passos, resultava – quando a praticávamos.

Só por hoje: Vou praticar “escutar” o conhecimento da vontade de Deus para mim, mesmo que ainda não saiba aquilo que devo “escutar”.

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Aceitar a Vida

“Há algumas coisas que temos de aceitar, outras que podemos modificar. A sabedoria para distinguir umas das outras surge com o crescimento no nosso programa espiritual.” Texto Básico, p. 106

É relativamente fácil aceitarmos as coisas de que gostamos – o difícil é aceitarmos aquilo de que não gostamos. Mas refazer o mundo e toda a gente só para agradar os nossos gostos não resolveria nada. Afinal de contas, acharmos que o mundo era culpado de todos os nossos problemas foi a atitude que prolongou o nosso uso – e essa atitude quase que nos matou. Ao praticarmos os passos, começamos a questionar o nosso papel na criação das vidas inaceitáveis que vivemos. Na maioria dos casos descobrimos que aquilo que precisava de ser mudado era a nossa própria atitude e as nossas próprias ações, e não as pessoas, os lugares ou as coisas à nossa volta. Em recuperação, rezamos pela sabedoria para distinguir a diferença entre aquilo que pode e aquilo que não pode ser modificado. Depois, quando vemos a realidade da nossa situação, rezamos pela boa-vontade para nos modificarmos a nós próprios.

Só por hoje: Poder Superior, concede-me a sabedoria para ver a diferença entre aquilo que pode ser modificado, e aquilo que eu tenho de aceitar. Ajuda-me a aceitar com gratidão a vida que me foi dada.

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Sentimentos “bons” e “maus”

Num só dia acontecem muitas coisas, coisas positivas e coisas negativas. Se não dermos a nós mesmos a oportunidade de viver ambas, perderemos decerto algo que nos ajudará a cresce!” IP n° 8, Só por hoje

A maioria de nós parece julgar inconscientemente aquilo que acontece em cada dia nas suas vidas, como sendo bom ou mau, como sucesso ou falhanço. Temos tendência a sentirmo-nos felizes com o “bom” e zangados, frustrados ou culpados, com o “mau”. No entanto, bons e maus sentimentos têm pouco a ver com o que realmente é bom ou mau para nós. Podemos aprender mais com os nossos falhanços do que com os nossos sucessos, principalmente se o falhanço advier de um risco que tomamos. Quando associamos julgamentos de valor às nossas reações emocionais ficamos presos às nossas velhas maneiras de pensar. Podemos mudar o modo de pensar sobre os incidentes do dia-a-dia, vendo-os como oportunidades para crescer, e não como bons ou maus. Podemos procurar lições em vez de atribuir rótulos de valor. Quando fazemos isso, aprendemos algo em cada dia. O nosso Décimo Passo diário é um excelente instrumento para avaliar os acontecimentos do dia e aprender tanto com os sucessos como com os erros.
Só por hoje: É-me dada uma oportunidade de aplicar os princípios de recuperação para que eu aprenda e cresça. Quando aprendo com os acontecimentos da vida, sou bem sucedido.
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Sintomas de um despertar espiritual

“Os passos conduzem a um despertar de uma natureza espiritual. Este despertar é demonstrado através das mudanças nas nossas vidas.” Texto Básico, p. 56

Sabemos reconhecer a doença da adicção. Os seus sintomas são incontestáveis, para além de um apetite descontrolado por drogas, temos comportamentos doentios egocêntricos e egoístas. Quando a nossa adicção ativa se encontrava no seu auge, nós encontrávamos obviamente em grande dor, julgávamos implacavelmente nós próprios e os outros, e passávamos a maior parte do tempo preocupados ou a tentar controlar os resultados. Assim como a doença da adicção é evidenciada por sintomas definidos, também o despertar espiritual se manifesta por determinados sinais óbvios num adicto em recuperação. Podemos observar uma tendência para pensar e agir espontaneamente, uma perda de interesse em julgar ou interpretar as ações de outra pessoa qualquer, uma capacidade clara de apreciar cada momento, assim como frequentes ataques de risos. Se virmos alguém a demonstrar sintomas de um despertar espiritual, deveremos estar avisados de que esses despertares são contagiosos. O nosso melhor curso de ação é aproximarmos dessas pessoas. Quando começarmos a ter frequentes e enormes episódios de gratidão, uma receptividade crescente ao amor dado pelos nossos companheiros adictos, e uma vontade descontrolada de retribuir esse amor, vamos compreender que, também nós, tivemos um despertar espiritual.
Só por hoje: O meu desejo mais forte é ter um despertar espiritual. Vou estar atento aos seus sintomas e alegrar-me quando os descobrir.
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Sair do Isolamento

“Damos por nós a fazer coisas que nunca pensamos fazer, e a gostar de fazê-las.” Texto Básico, p. 113
A adicção ativa manteve-nos isolados por muitas razões. No início evitávamos a família e os amigos, para que eles não descobrissem que andávamos a usar. Alguns de nós evitavam todas as pessoas que não fossem adictas, temendo os jogos moralistas e as repercussões legais. Deitamos abaixo quem tivesse vidas “normais”, com famílias e passatempos; chamávamos-lhes “caretas”, acreditando que nunca iríamos conseguir gozar os prazeres simples da vida. Por fim acabamos por evitar até outros adictos, pois não queríamos dividir as nossas drogas. As nossas vidas estreitaram-se, e as nossas preocupações ficaram confinadas à manutenção diária da nossa doença. Hoje as nossas vidas estão muito mais preenchidas. Apreciamos as atividades com outros adictos em recuperação, temos tempo para as nossas famílias, e descobrimos muitas outras coisas que nos dão prazer. Que mudança em relação ao passado! Podemos viver a vida tão intensamente como as pessoas “normais” que antigamente desprezávamos. A alegria voltou às nossas vidas, uma dádiva de recuperação.
Só por hoje: Posso encontrar prazer nas rotinas simples da vida.
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