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É possível recuperar

“A velha mentira, ‘Uma vez drogado, drogado sempre’, não será mais tolerada, nem pela sociedade, nem pelo adicto. É possível recuperar.” Texto Básico, p. 100

De tempos a tempos ouvimos pessoas partilharem que, na realidade, não compreendem ainda princípios espirituais. Dizem-nos que se soubéssemos o que lhes vai no pensamento, ficaríamos surpreendidos com tanta insanidade. Dizem-nos que quanto mais tempo estão limpas, menos sabem sobre tudo. Mas, ao mesmo tempo, estas pessoas falam das profundas mudanças que a recuperação operou nas suas vidas. Passaram do desespero completo para uma esperança inesgotável, do uso descontrolado de drogas para a abstinência total, do desgoverno crônico para uma atitude de responsabilidade através da prática dos Doze Passos de Narcóticos Anônimos. Qual das histórias é a verdadeira? Afinal recuperamos, ou não? Poderemos achar que é uma demonstração de humildade ou de gratidão não darmos a devida importância às mudanças que a recuperação trouxe às nossas vidas. É verdade que estaríamos a ser injustos para com o programa se assumíssemos a responsabilidade por esse milagre. Mas seria igualmente injusto – para nós próprios e para aqueles com quem o partilhamos – não reconhecermos a grandeza deste milagre. É possível recuperar. Se tivermos dificuldade em ver o milagre da recuperação, talvez seja melhor olharmos de novo. A recuperação está viva e a ser praticada em Narcóticos Anônimos – por aqueles com mais experiência, pelos recém-chegados que chegam às nossas reuniões e, mais do que tudo, por nós próprios. Basta abrirmos os olhos.

Só por hoje: Vou reconhecer o milagre da minha recuperação e mostrar-me grato por tê-la encontrado.

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Comparações

“As nossas histórias pessoais podem variar em termos de padrão individual, mas temos todos a mesma coisa em comum.” Texto Básico, p. 98

Nós, adictos, somos um grupo variado, de origens diferentes, que usamos drogas diferentes e com recordações diferentes. As nossas diferenças não desaparecem com a recuperação; para alguns essas diferenças podem até tomar-se mais salientes. A libertação da adicção ativa dá-nos a liberdade de sermos nós próprios, tal como somos. O fato de estarmos todos a recuperar não significa que tenhamos todos as mesmas necessidades ou os mesmos objetivos. Cada um de nós tem as suas próprias lições a aprender em recuperação. Com tantas diferenças de um adicto para outro, como é que nos ajudamos uns aos outros em recuperação, e como é que usamos a experiência uns dos outros? Juntamo-nos para partilhar as nossas vidas à luz dos princípios da recuperação. Embora as nossas vidas sejam diferentes, os princípios espirituais que aplicamos são os mesmos. É à luz desses princípios, a brilharem através das nossas diferenças, que nos iluminamos uns aos outros nos nossos caminhos individuais. Todos nós temos duas coisas em comum: a adicção e a recuperação. Quando escutamos com atenção, ouvimos outros falarem de como sofrem da mesma doença que nós, não importa de onde vieram. Quando abrimos os ouvidos, escutamos outros adictos falarem da aplicação de princípios espirituais que também nos prometem esperança, sejam quais forem os nossos objetivos pessoais.
Só por hoje: Tenho o meu próprio caminho para seguir, mas estou grato à companhia de outros que sofreram com a adicção e que estão, como eu, a aprender a aplicar os princípios da recuperação.
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Sair do Isolamento

“Damos por nós a fazer coisas que nunca pensamos fazer, e a gostar de fazê-las.” Texto Básico, p. 113
A adicção ativa manteve-nos isolados por muitas razões. No início evitávamos a família e os amigos, para que eles não descobrissem que andávamos a usar. Alguns de nós evitavam todas as pessoas que não fossem adictas, temendo os jogos moralistas e as repercussões legais. Deitamos abaixo quem tivesse vidas “normais”, com famílias e passatempos; chamávamos-lhes “caretas”, acreditando que nunca iríamos conseguir gozar os prazeres simples da vida. Por fim acabamos por evitar até outros adictos, pois não queríamos dividir as nossas drogas. As nossas vidas estreitaram-se, e as nossas preocupações ficaram confinadas à manutenção diária da nossa doença. Hoje as nossas vidas estão muito mais preenchidas. Apreciamos as atividades com outros adictos em recuperação, temos tempo para as nossas famílias, e descobrimos muitas outras coisas que nos dão prazer. Que mudança em relação ao passado! Podemos viver a vida tão intensamente como as pessoas “normais” que antigamente desprezávamos. A alegria voltou às nossas vidas, uma dádiva de recuperação.
Só por hoje: Posso encontrar prazer nas rotinas simples da vida.
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Valor Próprio e Serviço

“Estar envolvido em serviço faz-me sentir válido.” II Basic Text, p. 212

Quando a maioria de nós chegou a Narcóticos Anônimos, dava muito pouco valor a si próprio. Muitos membros dizem que começaram a desenvolver uma auto-estima ao fazerem serviço no princípio da sua recuperação. É quase um milagre quando começamos a ter um impacto positivo na vida de outros através dos nossos esforços de serviço. A maioria de nós não tem muita experiência, força ou esperança para partilhar com trinta dias limpo. Na verdade, alguns membros irão nos dizer, de forma clara, que o melhor que temos a fazer é ouvir. Mas, com trinta dias, temos algo para oferecer ao adicto que entra pela primeira vez nas salas de NA, tentando ficar vinte e quatro horas sem usar. O membro mais recente em NA, aquele só com o desejo de parar de usar e sem nenhum dos instrumentos, consegue lá imaginar alguém com um ano, ou dois anos, ou dez. Mas ele ou ela conseguirão entender alguém com trinta dias limpo, recebendo um porta-chaves com um olhar de orgulho e de incredulidade estampado no seu rosto. O serviço é algo que constitui uma dádiva única – algo que ninguém pode nos tirar. Damos, e recebemos através do serviço, muitos de nós iniciam o caminho por vezes longo de regresso a serem membros produtivos da sociedade.
Só por hoje: Vou estar grato pela oportunidade de poder servir.
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Deus Faz Por Nós

“A recuperação contínua depende da nossa relação com um Deus amantíssimo que cuida de nós e fará por nós aquilo que nós não somos capazes de fazer por nós próprios.” Texto Básico, p. 111

Quantas vezes é que já ouvimos dizer nas reuniões que “Deus faz por nós aquilo que nós não podemos fazer por nós próprios”? Há alturas em que poderemos sentir-nos paralisados na nossa recuperação, incapazes, receosos, ou sem vontade para tomarmos as decisões que sabemos ter de tomar para seguirmos em frente. Talvez sejamos incapazes de pôr fim a uma relação que não esteja a funcionar. Talvez o nosso trabalho se tenha tornado numa fonte de demasiado conflito. Ou talvez sintamos que precisamos de arranjar um novo padrinho ou madrinha, mas tenhamos medo de começar a procurar. Através da graça do nosso Poder Superior, poderá acontecer uma mudança imprevista precisamente naquela área que nos sentíamos incapazes de mudar. Por vezes nos permitimos ficar paralisados no problema, em vez de avançarmos em direção à solução. Nessas alturas costumamos descobrir que o nosso Poder Superior faz aquilo que não conseguimos fazer por nós próprios. Talvez o nosso companheiro decida acabar a relação. Podemos ser despedidos, ou dispensados. Ou o nosso padrinho ou madrinha diz-nos que já não consegue trabalhar connosco, obrigando-nos a procurar outro. Aquilo que acontece nas nossas vidas pode por vezes ser assustador, tal como a mudança quase sempre parece ser. Mas também ouvimos dizer que, “Deus nunca fecha uma porta sem abrir outra”. À medida que avançamos, com fé, a força do nosso Poder Superior nunca está longe de nós. A nossa recuperação é fortalecida por essas mudanças.
Só por hoje: Confio em que o Deus da minha concepção fará por mim aquilo que eu não consigo fazer por mim próprio.
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Doze Passos de Vida

“Através da abstinência total e da prática dos Doze Passos de Narcóticos Anônimos, as nossas vidas começaram a ter sentido.” Texto Básico, p. 9

Antes de chegarmos a Narcóticos Anônimos as nossas vidas centravam-se no uso. Na maior parte das vezes sobrava-nos pouca energia para os nossos empregos, para as nossas relações, ou para outras atividades. Servíamos apenas a nossa adicção. Os Doze Passos de Narcóticos Anônimos oferecem uma forma simples de mudarmos as nossas vidas. Começamos por nos manter limpos, um dia de cada vez. Quando as nossas energias não estão mais canalizadas para a nossa adicção, vemos que temos as forças para prosseguir outros interesses. À medida que crescemos em recuperação, tornamo-nos capazes de manter relações saudáveis. Começam a confiar em nós no trabalho. Os passatempos e as diversões tornam-se mais convidativos. Através da participação em Narcóticos Anónimos, ajudamos outros. Narcóticos Anónimos não nos promete que iremos encontrar bons empregos, relações românticas, ou uma vida preenchida. Mas quando trabalhamos os Doze Passos o melhor que podemos, descobrimos que conseguimos tornar-nos no tipo de pessoas capazes de encontrar trabalho, de manter relações íntimas, e de ajudar outros. Deixamos de servir a nossa doença, e começamos a servir Deus e os outros. Os Doze Passos constituem a chave para transformarmos as nossas vidas.

Só por hoje: Vou ter a sabedoria para utilizar os Doze Passos na minha vida, e a coragem para crescer na minha recuperação. Vou praticar o meu programa para me tornar um membro responsável e produtivo da sociedade.

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Cada um à sua maneira

“A noção de um despertar espiritual toma formas diferentes em cada pessoa diferente que encontramos na irmandade.” Texto Básico, p. 57

Embora todos nós trabalhemos os mesmos passos, cada um de nós experimenta à sua maneira o despertar espiritual que deles resulta. A forma que esse despertar espiritual assume nas nossas vidas vai variar, dependendo de quem somos. Para alguns de nós, o despertar espiritual prometido no 12º Passo vai resultar num interesse renovado por religião ou misticismo. Outros irão despertar para uma compreensão das vidas daqueles à sua volta, sentindo empatia talvez pela primeira vez. Ainda outros irão ver que os passos despertaram-nos para os seus próprios princípios morais ou éticos. A maioria de nós experimenta o despertar espiritual como uma combinação de todas estas coisas, cada combinação tão única quanto o indivíduo que a sente. Se existem tantas variedades diferentes de despertares espirituais, como é que iremos saber se de facto tivemos um? O 12º Passo dá-nos dois sinais: encontramos princípios capazes de nos orientar bem, o tipo de princípios que queremos praticar em todas as nossas atividades. E começamos a preocupar-nos o suficiente com outros adictos para partilharmos livremente com eles a experiência que tivemos. Sejam quais forem os pormenores do nosso despertar, é nos dado a todos a orientação e o amor de que precisamos para viver vidas preenchidas e espiritualmente orientadas.
Só por hoje: Seja qual for a sua forma particular, o meu despertar espiritual tem-me ajudado a preencher o meu lugar no mundo com vida e amor. Sinto-me grato por isso.
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A Verdadeira Coragem

“Aqueles que atravessam esses períodos com sucesso demonstram uma coragem que não é deles.” Texto Básico, pp. 96-97

Antes de chegarmos a NA, muitos de nós pensavam que eram corajosos simplesmente porque nunca tinham sentido medo. Tínhamos drogado todos os nossos sentimentos, incluindo o medo, até que nos convencemos de que eramos uns duros, pessoas corajosas que não quebrariam perante qualquer circunstância. Mas encontrar a nossa coragem nas drogas não tem nada a ver com a forma como vivemos as nossas vidas hoje em dia. Limpos e em recuperação, estamos sujeitos a, por vezes, sentir medo. Quando percebemos pela primeira vez que nos sentimos assustados, talvez pensemos que somos covardes. Temos medo de pegar no telefone porque a pessoa que está do outro lado pode não nos compreender. Temos medo de pedir a alguém que seja nosso padrinho ou madrinha porque ele pode dizer que não quer. Temos medo de procurar emprego. Temos medo de ser honestos com os nossos amigos. Mas todos estes medos são naturais, saudáveis até. O que não é saudável é permitir que o medo nos paralise. Quando permitimos que o nosso medo nos faça parar de crescer, estamos a ser derrotados. A verdadeira coragem não é a ausência de medo, mas sim a boa-vontade para ultrapassá-lo.
Só por hoje: Vou ser corajoso. Quando sentir medo, vou fazer o que for preciso para crescer em recuperação.
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Aliviar o Peso

“Não nos tornaremos pessoas melhores ao julgarmos os erros dos outros. Aquilo que nos fará sentir melhor é limparmos as nossas vidas…” Texto Básico, p. 44

Às vezes precisamos de algo palpável para nos ajudar a perceber o resultado de nos agarrarmos a um ressentimento. Podemos não estar a ver quão destrutivos os ressentimentos são na verdade. Pensamos, “E depois, eu tenho o direito de estar zangado” ou, “Talvez esteja a alimentar um ódio ou dois, mas não vejo qual é o mal”. Para vermos mais claramente o efeito nas nossas vidas de nos agarrarmos aos ressentimentos, podemos tentar imaginar estarmos a carregar uma pedra por cada ressentimento. Um odiozinho, como a raiva contra alguém que conduza mal, pode ser representado por uma pedrita. Ressentir todo um grupo de pessoas pode ser representado por uma enorme pedra. Se, na verdade, tivéssemos de carregar pedras por cada ressentimento, iríamos certamente cansar-nos com o peso. De fato, quanto mais pesada e difícil de transportar for a nossa carga, mais sinceros serão os nossos esforços para nos livrarmos dela. O peso dos nossos ressentimentos impede-nos de desenvolver espiritualmente. Se queremos realmente a liberdade, vamos procurar livrar-nos de todo o peso extra que for possível. À medida que nos formos sentindo mais leves, iremos notar um aumento da nossa capacidade de perdoar, tanto os erros dos outros como os nossos próprios. Iremos alimentar os nossos espíritos com pensamentos bons, com palavras simpáticas, e servindo os outros.
Só por hoje: Vou procurar remover do meu espírito o peso dos ressentimentos.
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O Processo

“Este programa tomou-se parte de mim… Compreendo melhor as coisas que me acontecem hoje. Não tento mais combater o processo.” II Basic Text, p. 162
Durante a adicção ativa, as coisas aconteciam aparentemente sem sequência ou razão. Limitávamo-nos a “fazer coisas”, frequentemente sem saber porquê ou quais seriam os resultados. A vida tinha pouco valor ou significado. O processo dos Doze Passos dá sentido às nossas vidas; ao trabalharmos os Passos, acabamos por aceitar tanto o lado escuro como o lado iluminado de nós próprios. Deixamos cair a negação que nos impedia de compreender o efeito da adicção em nós próprios. Examinamo-nos honestamente, compreendendo o padrão dos nossos pensamentos, dos nossos sentimentos, e do nosso comportamento. Ao abrirmo-nos completamente a outro ser humano, ganhamos humildade e perspectiva. Ao procurarmos que os nossos defeitos de carácter sejam removidos, desenvolvemos uma apreciação prática da nossa impotência e da força que é providenciada por um Poder superior a nós mesmos. Com uma maior compreensão de nós próprios, ganhamos maior visão e aceitação dos outros. Os Doze Passos são a chave para um processo a que chamamos “vida”. Ao trabalharmos os Passos, eles tornam-se uma parte de nós – e nós tornamo-nos uma parte da vida à nossa volta. O nosso mundo já não é um mundo sem significado; hoje em dia compreendemos melhor o que acontece nas nossas vidas. Já não lutamos mais contra o processo. Hoje, ao trabalharmos os passos, vivemos o processo.
Só por hoje: A vida é um processo; os Doze Passos são a chave. Hoje, vou usar os passos para participar nesse processo, compreendendo e desfrutando a minha pessoa e a minha recuperação.
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