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Rebeldia

“Não devemos perder a fé, quando nos revoltamos.” Texto Básico, p. 40

Muitos de nós viveram toda a vida em revolta. A nossa reação inicial a qualquer tipo de direção é geralmente negativa. A rejeição automática da autoridade parece constituir um defeito de caráter preocupante para muitos adictos. Um inventário minucioso poderá mostrar-nos como reagimos ao mundo à nossa volta. Podemos perguntar a nós mesmos se será justificada a nossa revolta contra pessoas, lugares, coisas e instituições. Se formos minuciosos na nossa escrita, iremos ultrapassar as acusações a outros e descobrir o nosso próprio papel nas situações. Descobrimos que aquilo que os outros nos fizeram não era tão importante quanto a forma como reagíamos às situações em que nos encontrávamos. Um inventário regular permite-nos examinar os padrões nas nossas reações à vida e ver se a nossa tendência é para uma rebeldia crônica. Por vezes veremos que, embora possamos seguir algo que nos seja sugerido, em vez de arriscarmos a rejeição, alimentamos em segredo ressentimentos contra a autoridade. Se deixados livres, esses ressentimentos podem afastar-nos do nosso programa de recuperação. O processo de inventário permite-nos pôr a descoberto, avaliar, e alterar os nossos padrões de rebeldia. Não podemos mudar o mundo através de um inventário, mas podemos mudar a forma como reagimos a ele.
Só por hoje: Quero libertar-me da desordem da rebeldia. Antes de agir vou fazer um inventário de mim mesmo e pensar sobre os meus verdadeiros valores.
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Morte Espiritual

“Para nós, usar é morrer, quase sempre demais do que uma maneira.” Texto Básico, p. 92

Como recém-chegados, muitos de nós vieram à sua primeira reunião apenas com uma pequena réstia de vida. Essa réstia, o nosso espírito, quer sobreviver. Narcóticos Anônimos alimenta esse espírito. O amor da irmandade depressa faz aumentar essa chama. Com os Doze Passos e o amor de outros adictos em recuperação, começamos a florescer e a transformarmo-nos nesse ser humano pleno e vivo que o nosso Poder Superior queria que fossemos. Começamos a gozar a vida, encontrando propósito na nossa existência. Em cada dia que escolhemos nos manter limpos, o nosso espírito é revitalizado, fazendo crescer a relação com o nosso Deus. O nosso espírito se fortalece por cada dia que escolhemos a vida, mantendo-nos limpos. Apesar do fato de a nossa nova vida em recuperação ser compensadora, a vontade de usar pode por vezes ser enorme. Quando tudo nas nossas vidas parece correr mal, voltar a usar parece ser a única saída. Mas nós sabemos quais serão as consequências se usarmos – a perda da nossa bem-cuidada espiritualidade. Percorremos já demasiado deste caminho espiritual para irmos desonrar o nosso espírito através do uso. Apagarmos a chama espiritual que nos custou tanto a restaurar na nossa recuperação, é um preço demasiado elevado por uma “pedrada”.

Só por hoje: Sinto-me grato por o meu espírito estar forte e vivo. Hoje vou honrar esse espírito mantendo-me limpo.

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A palavra “D”

“É importante que saibas que irás ouvir falar de Deus em reuniões de NA. Estamos nos referindo a um Poder superior a nós mesmos que torna possível aquilo que parece impossível.” IP n° 22, Bem-vindo a NA

A maioria de nós chega ao Narcóticos Anônimos com toda uma série de preconceitos em relação ao significado da palavra “Deus”, muitos deles negativos. A palavra “D” é todavia utilizada com bastante regularidade em NA, se é que não o é constantemente. Ela aparece mais de noventa vezes no nosso Texto Básico, e tem um lugar de relevo em quase metade dos nossos Doze Passos. Em vez de contornarmos a sensibilidade que muitos de nós possam sentir em relação à palavra, deveremos antes falar abertamente sobre ela. É verdade que Narcóticos Anónimos é um programa espiritual. Os nossos Doze Passos oferecem-nos um caminho em direção à libertação da adicção, através da ajuda de um poder espiritual superior a nós. 0 programa, contudo, nada diz quanto à forma como deveremos conceber esse Poder. Na verdade, ouvimos dizer dezenas de vezes, na nossa literatura, nos nossos passos e nas nossas reuniões, que se trata do “Deus na forma em que 0 concebemos” – seja qual for essa concepção. Utilizamos a palavra “Deus” pois ela é referida no nosso Texto Básico e porque comunica com melhor eficácia à maioria das pessoas um entendimento básico do Poder subjacente à nossa recuperação. A palavra é utilizada por uma questão prática. Já o Poder por trás da palavra, o utilizamos mais do que por conveniência. Utilizamos esse poder para mantermos a liberdade da adicção e assegurarmos a continuação da nossa recuperação.

Só por hoje: Quer acredite ou não em “Deus”, vou utilizar o Poder que me mantém limpo e livre.

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Proteger a nossa recuperação

“Lembra-te de que somos nós… os responsáveis últimos pela nossa recuperação e pelas nossas decisões.” Texto Básico, p. 114

A maioria de nós será confrontada com escolhas que desafiam a nossa recuperação. Se, por exemplo, estivermos a atravessar uma dor física extrema, teremos de decidir se iremos ou não tomar medicação. Teremos de ser muito honesto conosco quanto ao grau da nossa dor, honestos com o médico quanto à nossa adicção e à nossa recuperação, e honestos com o nosso padrinho ou madrinha. Contudo, a decisão final é nossa, pois somos nós quem terá de viver com as consequências. Um outro desafio comum é a escolha de se ir a uma festa onde seja servido álcool. Mais uma vez deveremos considerar o nosso estado espiritual. Se alguém que apoia a nossa recuperação puder ir conosco, tanto melhor. Mas se não nos sentirmos com forças para enfrentar esse desafio, talvez devamos declinar o convite. Hoje sabemos que preservar a nossa recuperação é mais importante do que salvar a face. Todos estes tipos de decisões são difíceis, exigindo não só a nossa cuidadosa consideração, como também a orientação do nosso padrinho ou madrinha e uma rendição completa a um Poder Superior. Ao utilizarmos todos estes recursos, tomamos a melhor decisão que pudemos. Todavia, a decisão final é nossa. Hoje somos responsáveis pela nossa própria recuperação.
Só por hoje: Quando for confrontado com uma decisão que possa desafiar a minha recuperação, vou consultar todos os recursos ao meu dispor antes de fazer uma escolha.
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Confiar num padrinho – vale a pena arriscar

“Um padrinho ou madrinha é alguém em quem podemos confiar para partilharmos as nossas experiências de vida.” IP nº 11, O apadrinhamento

O conceito de apadrinhamento pode ser novo para nós. Passamos tantos anos sem direção, preocupados apenas conosco, suspeitando de todas as pessoas, e sem confiar em ninguém. Agora que estamos a aprender a viver em recuperação, descobrimos que precisamos de ajuda. Não podemos continuar a fazer tudo sozinhos, temos de arriscar, confiar no outro ser humano. Em muitos casos, a primeira pessoa com quem arriscamos é com o nosso padrinho ou madrinha – alguém que respeitamos, alguém com quem nos identificamos, alguém em quem temos motivos para confiar. À medida que nos abrimos com o nosso padrinho ou madrinha, há um laço que se vai criando entre nós. Contamos os nossos segredos e desenvolvemos uma confiança na discrição do nosso padrinho ou madrinha. Partilhamos as nossas preocupações e aprendemos a dar valor à experiência do nosso padrinho ou madrinha. Partilhamos a nossa dor e somos recebidos com empatia. Ficamos a conhecer-nos um ao outro, a respeitar-nos um ao outro, a gostarmos um do outro. Quanto mais confiarmos no nosso padrinho ou madrinha mais aprenderemos a confiar em nós próprios. A confiança ajuda-nos a sair duma vida de medo, de confusão, de suspeitas, de falta de direcção. No início parece arriscado confiar noutro adicto, mas essa confiança é o mesmo princípio que aplicamos na nossa relação com um Poder Superior – arriscado ou não, a nossa experiência diz-nos que sem ela não seremos capazes. Quanto mais arriscarmos confiar no nosso padrinho ou madrinha, mais abertos iremos sentir-nos para a nossa vida.
Só por hoje: Quero crescer e mudar. Vou arriscar confiar no meu padrinho ou madrinha e descobrir as recompensas da partilha.
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A Parceria de Recuperação

“Desde que eu tenha calma e assuma um compromisso com o meu Poder Superior para fazer o melhor que possa, sei que algo vai hoje cuidar de mim.” Basic Text II, p. 120
Muitos de nós sentem que o compromisso fundamental em recuperação é para com o nosso Poder Superior. Sabendo que nos falta o poder para nos mantermos limpos e recuperarmos sozinhos, entramos numa aliança com um Poder superior a nós. Comprometermo-nos a viver nos cuidados do nosso Poder Superior e, em troca, somos guiados por ele. Esta parceria é vital para nos mantermos limpos. Conseguir ultrapassar os primeiros dias de recuperação parece quase sempre ser a coisa mais difícil que já fizemos. Mas a força do nosso compromisso para com a recuperação e o poder do cuidado de Deus são suficientes para nos levar para a frente, só por hoje. A nossa parte nesta relação é fazermos o melhor que pudermos em cada dia, vivendo e fazendo o que tivermos de fazer, aplicando os princípios de recuperação o melhor que pudermos. Prometemos fazer o melhor que podemos – não fingindo, não tentando ser super-homens, mas simplesmente fazendo o trabalho – base de recuperação. Ao cumprirmos a nossa parte desta parceria de recuperação, sentimos o cuidado do nosso Poder Superior.
Só por hoje: Vou cumprir o meu compromisso na parceria com o meu Poder Superior.
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Divertimento

“Em recuperação as nossas noções de divertimento mudam.” Texto Básico, p. 118

Em retrospectiva, muitos de nós apercebem-se de que, quando usavam, as suas ideias de divertimento eram algo estranhas. Alguns de nós arranjavam-se e iam para a discoteca. Dançávamos, bebíamos e tomávamos drogas até de madrugada. Mais do que uma vez, houve lutas que se tornaram violentas. Aquilo a que antes chamávamos divertimento, chamamos agora insanidade. Hoje, o nosso conceito de divertimento mudou. Divertimento é agora para nós um passeio junto ao mar a ver as crianças a brincar enquanto o sol se põe no horizonte. Divertimento é ir a um piquenique de NA ou a um espectáculo de comédia numa convenção de NA. Divertimento é arranjarmo-nos para ir ao jantar e não nos preocuparmos que haja insultos e violência. Pela graça de um Poder Superior e da Irmandade de Narcóticos Anônimos, as nossas ideias de divertimento mudaram radicalmente. Hoje, quando estamos acordados a ver o nascer do sol é geralmente porque nos deitamos cedo na noite anterior, e não por termos estado na discoteca até às seis da manhã, com os olhos inchados de uma noite de uso de drogas. E se isto fosse tudo aquilo que temos recebido de Narcóticos Anônimos, seria já suficiente.
Só por hoje: Vou divertir-me na minha recuperação.
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Auto-aceitação

“Quando nos aceitamos a nós mesmos, podemos aceitar os outros nas nossas vidas, incondicionalmente, provavelmente pela primeira vez.” IP nº 19, A 

Desde as nossas mais remotas recordações, muitos de nós têm a sensação de nunca terem pertencido. Não importa quantas pessoas estivessem à nossa volta, sentíamo-nos sempre à parte. Tínhamos grande dificuldade em nos integrar. No fundo, acreditávamos que se deixássemos realmente, que nos conhecessem, iriamos ser rejeitados. Talvez tenha sido neste clima de egocentrismo que a nossa adicção começou a germinar. Muitos de nós cobriram a dor do isolamento com uma atitude de desafio. Com efeito, dizíamos ao mundo, “Vocês não precisam de mim? Bom, eu também não preciso de nenhum de vocês. Tenho as minhas drogas e posso tomar conta de mim!” Quanto mais a nossa adicção progredia, mais altos eram os muros que construíamos à nossa volta. Esses muros começam a cair quando começamos a encontrar aceitação nos outros adictos em recuperação. Com esta aceitação dos outros, começamos a aprender o importante princípio da auto-aceitação. E quando começamos a aceitar-nos a nós próprios, podemos permitir que outros façam parte das nossas vidas, sem medo de rejeição.
Só por hoje: Eu sou aceite em NA, eu pertenço. Hoje posso com segurança começar a deixar os outros entrarem na minha vida.
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Precisamos uns dos outros

“Qualquer pessoa pode juntar-se a nós independentemente da idade, raça, sexo, crença, religião ou falta desta.” Texto Básico, p. 10

A adicção fechou as nossas mentes a tudo aquilo que fosse novo ou diferente. Não precisávamos de nada, nem de ninguém. Não havia nada que valesse a pena descobrir nas pessoas que não fossem do nosso bairro, que fossem de outra raça ou etnia, ou de outra classe social ou económica. Talvez tenhamos pensado que diferente era sinónimo de mau. Em recuperação não podemos dar-nos ao luxo de ter essas atitudes. Viemos para NA porque as nossas melhores ideias não nos levaram a lado nenhum. Devemos abrir as nossas mentes para ver aquilo que funciona, não importa de onde venha, se quisermos crescer na nossa recuperação. Independentemente do meio de onde viemos, todos nós temos duas coisas em comum com os outros membros de NA, que não partilhamos com mais ninguém: a nossa doença e a nossa recuperação. Dependemos uns dos outros pela nossa experiência partilhada – e quanto maior ela for, melhor. Precisamos de todos os bocadinhos de experiência, de todas as diferentes perspectivas do nosso programa que encontramos, para enfrentarmos os muitos desafios de uma vida limpa. A recuperação nem sempre é fácil. É dos nossos amigos de NA que retiramos a força de que necessitamos para recuperar. Hoje, estamos gratos pela diversidade que existe nos nossos grupos, pois é nessa diversidade que encontramos a nossa força.
Só por hoje: Sei que quanto mais diversificada for a experiência do meu grupo, mais capaz ele será de me dar apoio nas diferentes situações que encontrar. Hoje, no meu grupo-base, vou receber adictos de todas as origens.
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Boa vontade

“A boa-vontade é melhor exemplificada através do serviço: Fazer a coisa certa pelo motivo certo.” Texto Básico, p. vii

O egocentrismo encontra-se no centro espiritual da nossa doença. Ao lidarmos com os outros, a única motivação que a nossa adicção nos ensinou foi o egoísmo – nós queríamos o que queríamos, quando queríamos. A obsessão por nós próprios estava bem enraizada nas nossas vidas. Em recuperação, como é que podemos desenraizar essa auto-obsessão? Conseguimos inverter os efeitos da nossa doença ao aplicarmos uns quantos princípios espirituais muito simples. Para contrariar a auto-obsessão da nossa adicção, aprendemos a aplicar o principio da boa-vontade. Em vez de procurarmos servir-nos apenas a nós mesmos, começamos a servir os outros. Em vez de pensarmos apenas naquilo que poderemos lucrar com uma dada situação, aprendemos a pensar primeiro no bem-estar dos outros. Quando enfrentamos uma escolha moral, aprendemos a parar, lembramo-nos de princípios espirituais, e agimos de acordo com eles. À medida que começamos a “fazer as coisas certas pelos motivos certos”, podemos detectar uma mudança em nós. Onde antes éramos governados por vontade própria, somos agora guiados pela nossa boa-vontade para com os outros. O egocentrismo crónico da adicção está a perder a sua influência sobre nós. Estamos a aprender a “aplicar estes princípios em todas as nossas actividades”; estamos a viver na nossa recuperação, e não na nossa doença.
Só por hoje: Onde quer que eu esteja, e o que quer que eu faça, irei procurar servir os outros e não só a mim. Quando me defrontar com um dilema, vou procurar fazer as coisas certas pelos motivos certos.
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