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All Posts Tagged: Co-dependência

Aliviar o Peso

“Não nos tornaremos pessoas melhores ao julgarmos os erros dos outros. Aquilo que nos fará sentir melhor é limparmos as nossas vidas…” Texto Básico, p. 44

Às vezes precisamos de algo palpável para nos ajudar a perceber o resultado de nos agarrarmos a um ressentimento. Podemos não estar a ver quão destrutivos os ressentimentos são na verdade. Pensamos, “E depois, eu tenho o direito de estar zangado” ou, “Talvez esteja a alimentar um ódio ou dois, mas não vejo qual é o mal”. Para vermos mais claramente o efeito nas nossas vidas de nos agarrarmos aos ressentimentos, podemos tentar imaginar estarmos a carregar uma pedra por cada ressentimento. Um odiozinho, como a raiva contra alguém que conduza mal, pode ser representado por uma pedrita. Ressentir todo um grupo de pessoas pode ser representado por uma enorme pedra. Se, na verdade, tivéssemos de carregar pedras por cada ressentimento, iríamos certamente cansar-nos com o peso. De fato, quanto mais pesada e difícil de transportar for a nossa carga, mais sinceros serão os nossos esforços para nos livrarmos dela. O peso dos nossos ressentimentos impede-nos de desenvolver espiritualmente. Se queremos realmente a liberdade, vamos procurar livrar-nos de todo o peso extra que for possível. À medida que nos formos sentindo mais leves, iremos notar um aumento da nossa capacidade de perdoar, tanto os erros dos outros como os nossos próprios. Iremos alimentar os nossos espíritos com pensamentos bons, com palavras simpáticas, e servindo os outros.
Só por hoje: Vou procurar remover do meu espírito o peso dos ressentimentos.
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Pequenas Coisas

“No passado tornávamos as situações simples em problemas; as mais pequenas coisas transformavam-se em montanhas.” Texto Básico, p. 102

Transformar montes em montanhas parece ser a nossa especialidade. Já ouviram dizer que, para um adicto, um pneu em baixo constitui um acontecimento traumatizante? Ou então aqueles de nós que se esquecem de todos os pretensos princípios quando se confrontam com alguém a conduzir mal? Ou aquele abre-latas que não funciona – sabes, aquele que deitaste pela janela? Nós identificamo-nos quando ouvimos outros partilharem: “Senhor, concedei-me paciência, agora!” Não, não são os maiores dissabores que nos perturbam. As coisas grandes – divórcio, morte, doenças graves, perder o emprego – vão abanar-nos, mas nós sobrevivemos. Temos aprendido com a experiência que é preciso entrarmos em contacto com o nosso Poder Superior e com outros para conseguirmos ultrapassar as grandes crises. São as pequenas coisas, os desafios constantes do dia-a-dia sem usar drogas, que parecem afectar mais fortemente a maioria dos adictos em recuperação. Quando nos aparecem as coisas pequenas, a Oração da Serenidade pode ajudar-nos a repor as coisas em perspectiva. Podemos todos lembrar-nos de que “entregar” estes pequenos assuntos aos cuidados do nosso Poder Superior resultará em paz de espírito e numa perspectiva de vida renovada.
Só por hoje: Vou trabalhar a paciência. Vou tentar evitar exagerar as coisas, e vou andar com o meu Poder Superior durante o dia.
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Prioridades

“Os bons tempos também podem constituir uma armadilha; o perigo está em podermos esquecer-nos de que a nossa primeira prioridade é manter-nos limpos.” Texto Básico, p. 50

As coisas podem ficar mesmo boas, na nossa recuperação. Talvez tenhamos encontrado a nossa alma gêmea, construído uma carreira gratificante, constituído uma família. Talvez as relações com os nossos familiares tenham melhorado. As coisas correm tão bem que quase não temos tempo para ir a reuniões. Talvez estejamos a começar a reintegrar-nos na sociedade, com tanto sucesso que nos esquecemos que nem sempre reagimos às situações como os outros. Talvez, e só talvez, estejamos a pôr algumas prioridades à frente de outras prioridades. Ir a reuniões continua a ser uma prioridade para nós? Continuamos a apadrinhar outras pessoas? Telefonamos ao nosso padrinho ou madrinha? Que passo é que estamos a trabalhar? Continuamos a ter a boa-vontade para saltar da cama a más horas por causa de um telefonema de um 12º Passo? Lembramo-nos de praticar os princípios em todas as áreas da nossa vida? Estamos disponíveis se alguém de NA tentar contactar-nos? Será que nos lembramos de onde vimos, ou será que os “bons tempos” nos deixaram esquecer? Para nos mantermos limpos, temos de nos lembrar de que a distância entre nós e o nosso passado é de apenas uma droga. Ficamos gratos pelos bons tempos, mas não permitimos que isso nos afaste da contínua recuperação em Narcóticos Anônimos.
Só por hoje: Estou grato pelos bons tempos, mas não me esqueci de onde vim. Hoje, a minha primeira prioridade é manter-me limpo e crescer na minha recuperação.
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Racionalizar a Nossa Recuperação

“Devido aos Doze Passos, não consigo mais manter as velhas formas de me enganar.” Basic Text, p. 176

Todos nós racionalizamos. Às vezes sabemos que estamos a racionalizar, admitimos que estamos a racionalizar, mas continuamos a comportar-nos de acordo com as nossas racionalizações. A recuperação pode tornar-se muito dolorosa quando decidimos, por uma razão ou outra, que os princípios mais simples do programa não se aplicam a nós. Com a ajuda do nosso padrinho ou madrinha, e de outros membros de NA, podemos começar a olhar para as desculpas que usamos para justificar o nosso comportamento. Achamos que há alguns princípios que não se aplicam a nós. Acreditamos que sabemos mais do que todas as pessoas em Narcóticos Anônimos, incluindo aquelas que estão limpas há muitos anos. O que é que nos leva a pensar que somos tão especiais? Não há dúvidas de que conseguimos racionalizar, com sucesso, algumas situações na nossa recuperação. Mas, eventualmente, teremos de encarar a verdade e começar a agir de acordo com ela. Os princípios dos Doze Passos guiam-nos para uma nova vida em recuperação, onde não há muito lugar para racionalizações.
Só por hoje: Eu não posso trabalhar os passos e continuar a enganar-me a mim próprio. Vou examinar aquilo que penso sobre as racionalizações, vou revelá-las ao meu padrinho ou madrinha, e vou ver-me livre delas.
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O Processo

“Este programa tomou-se parte de mim… Compreendo melhor as coisas que me acontecem hoje. Não tento mais combater o processo.” II Basic Text, p. 162
Durante a adicção ativa, as coisas aconteciam aparentemente sem sequência ou razão. Limitávamo-nos a “fazer coisas”, frequentemente sem saber porquê ou quais seriam os resultados. A vida tinha pouco valor ou significado. O processo dos Doze Passos dá sentido às nossas vidas; ao trabalharmos os Passos, acabamos por aceitar tanto o lado escuro como o lado iluminado de nós próprios. Deixamos cair a negação que nos impedia de compreender o efeito da adicção em nós próprios. Examinamo-nos honestamente, compreendendo o padrão dos nossos pensamentos, dos nossos sentimentos, e do nosso comportamento. Ao abrirmo-nos completamente a outro ser humano, ganhamos humildade e perspectiva. Ao procurarmos que os nossos defeitos de carácter sejam removidos, desenvolvemos uma apreciação prática da nossa impotência e da força que é providenciada por um Poder superior a nós mesmos. Com uma maior compreensão de nós próprios, ganhamos maior visão e aceitação dos outros. Os Doze Passos são a chave para um processo a que chamamos “vida”. Ao trabalharmos os Passos, eles tornam-se uma parte de nós – e nós tornamo-nos uma parte da vida à nossa volta. O nosso mundo já não é um mundo sem significado; hoje em dia compreendemos melhor o que acontece nas nossas vidas. Já não lutamos mais contra o processo. Hoje, ao trabalharmos os passos, vivemos o processo.
Só por hoje: A vida é um processo; os Doze Passos são a chave. Hoje, vou usar os passos para participar nesse processo, compreendendo e desfrutando a minha pessoa e a minha recuperação.
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Dica de leitura

Livro Co-dependência de Melody Beattie.

Livro Co-dependência Nunca Mais de Melody Beattie.

Hoje trazemos pra você uma dica de leitura do livro “Co-dependência Nunca Mais“, de Melody Beattie, escrito  em 1987.

Como já citamos em um post aqui (leia novamente), a co-dependência é um transtorno emocional definido e conceituado por volta das décadas de 70 e 80, relacionada aos familiares dos dependentes químicos, e atualmente estendido também aos casos de alcoolismo, de jogo patológico e outros problemas sérios da personalidade.

Beattie é uma alcoólatra em recuperação, e escreveu este livro para mostrar um pouco da realidade dos co-dependentes e de como lidar com isso.  Com dezenas de casos reais, reflexões pessoais, exercícios e testes o livro é um sucesso nos Estados Unidos, no Brasil e em outros países.

Vale a pena a leitura!

 

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