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Tratamento Voluntário e Involuntário

Internação Voluntária

Este tipo de internação é feita por incentivo da família ou por algum tipo de promessa material, onde, em troca do tratamento, o indivíduo em questão ganhara um carro, ou algum bem de valor, ou até mesmo uma reconciliação com parentes próximos.

Na internação voluntária, a probabilidade de dar certo é muito pequena, pois o usuário não está focado no problema que existe dentro dele e no benefício que vai obter depois que sair da clínica de recuperação.

Internação Involuntária

A internação involuntária é vista como um fato positivo. O usuário chega na clínica de surpresa, contra sua vontade, e o fato de ninguém mais acreditar em nele é notório, fazendo que o próprio comece, inconscientemente, a buscar oportunidades. Esses sim superam as estatísticas, onde, temos um índice de 70% de usuários involuntários que se limparam e hoje estão inseridos na sociedade.

 

No que se refere à internação voluntária e involuntária, há complexidade e falta da compreensão tanto da sociedade, autoridades, profissionais da área, quanto do próprio usuário.

O que temos mais entendimento em relação à internação é a compulsória, pois essa sim seria percebida a necessidade de interditar o usuário por oferecer risco a ele mesmo ou a terceiros. Vale salientar que esta internação é por ordem judicial.

Saiba mais sobre o tratamento Involuntário e Compulsório de acordo com a Lei Federal nº 10.216, de seis de abril de 2001 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10216.htm).

 

Texto: Celivaldo Guerra (Diretor)

Edição: Sthéfane Gonçalves (Assessora de Imprensa)

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Meditação do Dia – Narcóticos Anônimos

Despertar Espiritual

Tendo experimentado um despertar espiritual, como resultado destes passo.

“Como saberei que tive um despertar espiritual?” Para muitos de nós o despertar espiritual vem gradualmente. Talvez nossa primeira consciência espiritual seja tão simples quanto uma nova valorização da vida. Um dia, de repente, podemos perceber o som de pássaros cantando de manhã cedo. A simples beleza de uma flor pode nos lembrar que há um Poder maior do que nós trabalhando à nossa volta.

Só por hoje: Eu vou refletir sobre cada despertar espiritual que experimentei. Buscarei estar consciente de Deus. Dedicarei algum tempo do dia para apreciar o trabalho de meu Poder Superior.

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Meditação do dia – Narcóticos Anônimos

Gratidão

“Sou muito grato por ter passado a acreditar”

A crença em um Poder Superior pode fazer toda a diferença quando as coisas vão mal! Quando as coisas não caminham à nossa maneira, em recuperação, nosso padrinho poderá nos orientar a fazer uma “lista de gratidão”. Quando a fizermos, devemos incluir nessa lista nossa fé em um Poder maior que nós Uma das maiores dádivas que recebemos dos Doze Passos é nossa crença em um Deus de nossa própria compreensão. Os Doze Passos nos guiam gentilmente em direção a um despertar espiritual. Assim como nossa adicção progrediu, nossa vida espiritual também se desenvolve com o trabalho do Programa de Narcóticos Anônimos. Os passos são nosso caminho para um relacionamento com o Deus de nossa compreensão. Esse Poder Superior nos dá força quando nossa estrada se torna árdua. Sentimo-nos gratos pelo aprofundamento da relação com um Poder Superior? Lembramo-nos de agradecer a Deus por cada dia limpo, não importando o que tenha acontecido nesse dia? Lembramo-nos, mesmo no mais profundo desespero ou na maior alegria, que Deus de nossa compreensão está conosco? Nossa recuperação é uma dádiva. Uma dádiva que, algumas vezes, tornamos por certa, não dando importância. Cada dia em que permanecemos limpos podemos nos alegrar sob a proteção de nosso Poder Superior.

Só por hoje: Eu sou grato por meu relacionamento com o Poder Superior que cuida de mim.

 

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Meditação do Dia – Narcóticos Anônimos

Crescendo

“Nosso estado espiritual é o alicerce de uma recuperação bem sucedida, que oferece crescimento ilimitado”.

Quando nossos membros comemoram seus aniversários de recuperação, eles dizem, frequentemente, que “cresceram” em NA. Bom, pensamos então, o que isto quer dizer? Começamos a nos questionar se já somos adultos. Examinamos nossas vidas e verificamos que todas as armadilhas da vida adulta estão lá: talões de cheques, filhos, emprego, responsabilidades. No entanto, internamente, quase sempre nos sentimos como crianças. Em grande parte do tempo, a vida ainda nos deixa confusos. Nem sempre sabemos como agir. Algumas vezes, ainda nos perguntamos se somos realmente adultos, ou se somos crianças que, de alguma forma, foram colocadas em corpos adultos e a quem foram dadas responsabilidades de adultos. Crescimento não é mais bem avaliado por idade física ou níveis de responsabilidade. Nossa melhor medida de crescimento é nosso estado espiritual, o alicerce de nossa recuperação. Se ainda dependemos de pessoas, lugares e coisas para alcançar uma satisfação interna, como crianças que dependem dos pais para tudo, nós, certamente, temos muito a crescer. Mas, se estamos firmes no alicerce de nosso estado espiritual, considerando que sua manutenção é nossa maior responsabilidade, podemos alegar maturidade. Sobre esta base, nossas oportunidades para crescer são ilimitadas.

Só por hoje: A medida de minha maturidade é proporcional à responsabilidade que assumo pela manutenção de meu estado de espírito. Hoje, esta será minha prioridade.

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A Família no tratamento

 Resumo: Este artigo tem por objetivo promover uma breve reflexão sobre a importância da família durante o tratamento terapêutico, como um suporte no tratamento e no que se trata dos cuidados básicos e essenciais ao paciente.

Introdução

A todo o momento, o ser humano é cobrado e influenciado pelo meio social em que vive, e este meio também determina como ele deve agir pensar e se comportar. Se ele fugir as normas sociais conseqüentemente será punido pela sociedade, com isso a todo o momento o individuo é vigiado por esta, e por ele mesmo, sendo assim o nível de estresse ao qual é submetido todos os dias é alto, saindo às vezes do “normal” para a “loucura” o que passa a ser um risco, porém nem mesmo na condição de portador de transtorno mental e ou dependente químico, o individuo se livra da cobrança e do julgamento social, e como não pode mais obedecer às regras sociais, passa a ser excluído do convívio em sociedade. A família em muitos casos faz parte deste processo de exclusão do doente, muitas vezes por medo, desconhecimento, ou simplesmente pelo estigma de ter em seu convívio familiar um doente tido pela sociedade como alguém sem capacidades, “louco” ou “drogado”. Percebemos as dificuldades e a carga psicológica na qual as famílias estão expostas, porem é essencial, todo e qualquer apoio nestes casos, sendo de suma importância seu envolvimento e participação durante todo o tratamento terapêutico vivenciado pelo paciente ao longo de sua internação, a fim de conhecer e entender melhor a problemática tornando-se participe deste processo.

O Papel da Família no processo terapêutico do paciente

A família é um conjunto de pessoas que se encontram, ligadas por laços afetivos, têm objetivos em comum, e um funcionamento específico. No caso desse funcionamento ser alterado, como quando um dos membros está internado, é natural que surjam dúvidas e insegurança em todo e qualquer membro da família. É um momento de tomada de decisões que podem ser fáceis ou não, há que adaptar uma postura diferente para que o problema seja solucionado, neste caso, para que a pessoa internada atinja o estado de saúde ou, no caso de não se encontrar doente, que possa retornar a casa (TORRENTS et.al, 2004). O apoio familiar é muito importante, sendo mais ainda durante o tratamento, porém esse papel no trato com o doente não é fácil, pois vários são os sentimentos que ela pode apresentar diante dessa situação, tais como culpa preconceito e incapacidade. Além do preconceito que os portadores de transtornos mentais e dependentes químicos sofrem da sociedade, eles também são submetidos aos da família, que se sente envergonhada pela sociedade pelo simples fato de não terem conseguido formar um individuo “saudável” e preparado para cumprir com suas obrigações sociais. Não é possível julgá-las, pois também são vitimas da sociedade assim como o doente, mas é possível reconhecer a importância dela na vida de qualquer ser humano.

Os familiares tornam-se essenciais no processo de tratamento do doente, no entanto necessitam saber como lidar com as situações estressantes, evitando comentários críticos ao paciente ou se tornando exageradamente super protetores, dois fatores que reconhecidamente provocam recaídas. Torna-se muito importante que os familiares dosem o grau de exigências em relação ao paciente, exigindo assim mais do que ele pode realizar em dado momento, porém sem deixá-lo abandonado, ou sem participação na vida familiar. Conhecendo melhor a doença e tendo um diagnóstico claro, a família passa a ser um aliado eficiente em conjunto com a medicação e a terapêutica trabalhada pela equipe multiprofissional.

O papel da família e importantíssimo em todas as fases do processo terapêutico, porém fundamental no inicio do tratamento onde o paciente ainda não percebe claramente que aquilo que acontece com ele é decorrente de uma doença, sendo que para este alucinações e delírios são reais, dizer ao paciente que tudo não passa de sua imaginação não resolve, ao contrario isso aumenta sua resistência ao tratamento. Tanto a família quanto a equipe responsável pelo paciente necessitam estar alinhadas objetivando adquirir confiança e vinculo, para que se estabeleça uma relação de confiança e de aceitação ao tratamento, o que ira garantir a efetivação do tratamento e conseqüente melhora. Podemos perceber que a recuperação de uma pessoa com transtorno mental ou dependente químico é um processo longo, e em muitos casos gradual e lento, no entanto combinando varias abordagens os resultados tornam-se assertivos e em muitos casos muito satisfatório.

Ao mesmo tempo em que se trata o quadro de doença do paciente, a família deve receber total atenção no sentido de ser orientada em sua abordagem ao paciente ou em sua dinâmica de relacionamento durante o processo terapêutico, visto que em muitos casos a família adoece em conjunto, sendo necessário um processo de escuta, apoio e orientação. Trabalhar com famílias traz átona traços relacionados à dinâmica funcional familiar muitas vezes já cristalizados ao longo do tempo e que necessitam serem repensados e apreendidos, sendo estes responsáveis pelo agravo da situação doença do paciente.

É importante que a família sinta que ode fazer algo para ajudar o seu familiar a recuperar-se quando tal e possível e, mesmo quando não é, que seja capaz de compreender a situação e acompanhar o paciente, dando apoio, compreensão, carinho e dedicação (LAZURE, 1994).

Processo Terapêutico

O processo terapêutico é o momento onde o paciente passa por cuidados efetivos exercidos pela equipe multiprofissional tendo por finalidade o tratamento dos sintomas de sua doença e a manutenção e garantia de sua continuidade ao tratamento tendo o suporte adequado para este fim, visando sua recuperação e melhora. É neste momento também que estão lado a lado à equipe multiprofissional e os familiares do paciente, juntos pelo mesmo objetivo o da melhora e qualidade de vida do paciente.

Diante desde complexo cotidiano, as ações dirigidas às famílias devem estruturar-se de modo a favorecer e fortalecer a relação familiar/profissional/serviço, entendendo que o familiar e fundamental no tratamento dispensado ao doente (ROCHA ET ali, 2000).

É neste momento em que são feitas abordagens especificas como a coleta de dados, a escuta sensível e a analise da equipe em relação à família.  Também é neste momento em que são feitas as intervenções e trabalhos de educação familiar com vistas ao conhecimento de seu papel, significado e vínculos. Os profissionais utilizam-se neste momento de ferramentas especificas em cada especialidade como, por exemplo: grupos, como alternativa de trabalho e sensibilização dos cuidados e da manutenção de vínculos junto ao paciente durante todo o processo terapêutico. O sucesso do tratamento depende de um conjunto de fatores que cerceiam a rede social em que o paciente esta inserido.

Percebemos que durante o processo terapêutico onde os familiares estão inseridos e participantes, conseguem lidar com menos apreensão e assim oferecer cuidados de melhor qualidade ao doente, principalmente quando estão inseridos em reuniões e/ou grupos de família ou em outros processos, sendo estes espaços propícios para a reflexão, discussão, escuta, troca de vivencias, angustias e orientações, constituindo-se estes como efetivos espaços privilegiados de atendimento familiar.

Considerações

Evidenciamos que a participação da família no processo terapêutico dos pacientes portadores de transtornos mentais e dependentes químicos é fundamental e contribui de forma significativa no tratamento e conseqüente melhora. O paciente sente-se valorizado e confiante de sua recuperação, quando sente a efetividade da participação familiar.

Percebemos que os pacientes sofrem e suas famílias necessitam serem atendidas em suas reais necessidades pela equipe respeitando sua forma de constituição, porem levando em consideração os vínculos estabelecidos e a dinâmica funcional, reconhecendo e respeitando suas limitações, procurando trabalhar preconceitos e/outras formas de entendimento da situação problema do paciente.

A relação familiar é o sustentáculo e a base para uma boa estrutura emocional para o paciente, tanto para a prevenção de uma crise, quanto para sua manutenção e recuperação  (ROCHA,  ET ali, 2000).Fato pelo qual  torna-se essencial sua participação em todos os processos terapêuticos no qual o paciente esta inserido o que ira propiciar uma melhor adequação do paciente ao tratamento e consequente melhora.Estimulando reflexões sobre a inserção da família no processo terapêutico do paciente e que este artigo se aplica.

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Eu me submeti a um tratamento de seis meses na Clínica , confesso que formam os melhores meses da minha vida pois naquele submundo das drogas não tinha amigos, os amigos de uso só estavam ao meu lado quando eu tinha drogas. Rodrigo B.

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Você é um “Dependente químico”?

O que é Dependência química?

A dependência química é definida pela 10ª edição da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS), como um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após o uso repetido de determinada substância. A dependência pode dizer respeito a uma substância psicoativa específica (por exemplo, o fumo, o álcool ou a cocaína), a uma categoria de substâncias psicoativas (por exemplo, substâncias opiáceas) ou a um conjunto mais vasto de substâncias farmacologicamente diferentes.

CAUSAS

A dependência química é uma doença crônica e multifatorial, isso significa que diversos fatores contribuem para o seu desenvolvimento, incluindo a quantidade e frequência de uso da substância, a condição de saúde do indivíduo e fatores genéticos, psicossociais e ambientais.

Muitos estudos buscam identificar características que predispõe um indivíduo a um maior risco de desenvolver abuso ou dependência. Em relação ao álcool, por exemplo, estima-se que os fatores genéticos expliquem cerca de 50% das vulnerabilidades que levam o indivíduo a fazer uso pesado de álcool – principalmente genes que estariam envolvidos no metabolismo do álcool e/ou na sensibilidade aos efeitos dessa substância, sendo que filhos de alcoolistas possuem quatro vezes mais riscos de desenvolverem alcoolismo, mesmo se forem criados por indivíduos não-alcoolistas. Além disso, fatores individuais e aspectos do beber fazem com que mulheres, jovens e idosos sejam mais vulneráveis aos efeitos das bebidas alcoólicas, o que o colocam em maior risco de desenvolvimento de problemas.

FATORES DE RISCO

Determinadas características ou situações podem aumentar ou diminuir a probabilidade de surgimento e/ou agravamento de problemas com o álcool e outras drogas. Essas situações são conhecidas como fatores de risco e proteção.

No entanto, os fatores de risco não são necessariamente iguais a todos os indivíduos e podem variar conforme a personalidade, a fase do desenvolvimento e o ambiente em que estão inseridos. Entre eles, pode-se destacar:

  • Fatores de risco: genética, transtornos psiquiátricos (ex: transtornos de conduta), falta de monitoramento dos pais, disponibilidade do álcool
  • Fatores protetores: religião, controle da impulsividade, supervisão dos pais, bom desempenho acadêmico, políticas sobre drogas.

Sintomas de Dependência química

Alguns dos sintomas da dependência química são:

  • Desejo incontrolável de usar a substância
  • Perda de controle (não conseguir parar depois de ter começado)
  • Aumento da tolerância (necessidade de doses maiores para atingir o mesmo efeito obtido com doses anteriormente inferiores ou efeito cada vez menor com uma mesma dose da substância)

Sintomas de abstinência:

  • Sudorese
  • Tremores
  • Ansiedade quando a pessoa está sob efeito da droga

Buscando ajuda médica

É importante que o indivíduo com dependência química procure ajuda com profissionais da saúde quando ocorrem situações nas quais a substância está influenciando negativamente a saúde física e/ou rotina, funções acadêmicas e/ou profissionais e as relações pessoais.

DIAGNOSTICO

Os critérios do “Manual Estatístico e Mental de Transtornos Mentais” (4ª edição; DSM-IV), da Associação Americana de Psiquiatria, e “Classificação Internacional de Doenças” (10ª edição; CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS) são os mais comumente empregados para o diagnóstico dos transtornos relacionados ao uso de substâncias.

Variados questionários de autopreenchimento (tais como ASSIST, CAGE, AUDIT) e testes sanguíneos também têm sido empregados, em contexto clínico, com tais fins, mas não podem ser considerados como substitutos de uma cuidadosa entrevista clínica. Existem ainda alguns exames (marcadores biológicos) que são indicadores fisiológicos da exposição ou ingestão de drogas, e podem auxiliar no diagnóstico e no tratamento.

No caso do álcool, por exemplo, é possível citar o alanina aminotransferase (ALT), volume corpuscular médio (VCM) e o gama-glutamiltransferase (GGT). É importante também realizar um exame físico e atentar-se a sinais e sintomas que podem auxiliar na identificação do problema, como por exemplo sintomas de abstinência, hipertensão leve e flutuante, infecções de repetição, arritmias cardíacas não explicadas, cirrose, hepatite sem causa definida, pancreatite, entre outras.

Quando o paciente é diagnosticado, é importante que além do tratamento para a dependência química, o indivíduo também tenha acompanhamento clínico para garantir a melhora de sua saúde como um todo.

Tratamento de Dependência química

O tipo de ajuda mais adequado para cada pessoa depende de suas características pessoais, da quantidade e padrão de uso de substâncias e se já apresenta problemas de ordem emocional, física ou interpessoal decorrentes desse uso.

A avaliação do paciente pode envolver diversos profissionais da saúde, como médicos clínicos e psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, assistentes sociais e enfermeiros. Quando diagnosticada, a dependência química deve contar com acompanhamento a médio-longo prazo para assegurar o sucesso do tratamento, que varia de acordo com a progressão e gravidade da doença.

Convivendo/ Prognóstico

A dependência química geralmente representa um impacto profundo em diversos aspectos da vida do indivíduo e também daqueles que estão ao seu redor. Dada a sua complexidade, é interessante que os programas de tratamento sejam multidisciplinares para atender às diversas necessidades do paciente (aspectos sociais, psicológicos, profissionais e até jurídicas, conforme demonstrado em diversos estudos), sendo mais eficaz na alteração dos padrões de comportamentos que o levam ao uso da substância, assim como seus processos cognitivos e funcionamento social.

Para manter-se livre das drogas, o indivíduo terá que realizar uma série de mudanças em seu estilo de vida. Por exemplo, evitar locais e situações que sejam associados ao uso, (re)aprender “fontes de prazer” que não as que estejam relacionadas ao consumo – geralmente, pessoas com problemas com drogas afastam-se todas as formas de lazer, hobbies, relacionamentos, etc, e retomar a uma vida “careta” pode ser uma das tarefas mais difíceis no processo de recuperação.

EXPECTATIVA

Não podemos afirmar que há uma cura para a dependência química. Ela é uma doença crônica, assim como diabetes e hipertensão, porém, totalmente passível de tratamento. Vale ressaltar que além de cessar o consumo, um tratamento eficaz é aquele que consegue auxiliar o indivíduo a retomar o funcionamento produtivo na família, no trabalho, na sociedade e no trabalho.

De acordo com o National Institute on Drug Abuse (NIDA), estima-se que cerca de 40 a 60% dos pacientes tem recaídas – números bem próximos de outras doenças crônicas, como a hipertensão (50 a 70%) e a asma (50 a 70%). Ainda, é importante frisar que a recaída é parte do processo terapêutico e indica que o tratamento deve ser revisto e ajustado.

Prevenção

Em se tratando da prevenção de problemas relacionados as drogas, é de vital importância que estratégias de prevenção sobre a questão sejam desenvolvidas, incorporando abordagens baseadas em evidências culturalmente apropriadas, com prioridade para gestantes, jovens, menores de idade e outras populações vulneráveis.

Não existe um modelo ideal e único de programa, e sim diferentes possibilidades de abordar estas questões. O que se percebe é que terão mais sucesso as ações que contemplam abordagens multidisciplinares, ou seja, trabalho e estudo de profissionais de diversas áreas e especialidades.

Em relação à prevenção de novas recaídas, sugere-se que o paciente mantenha sempre o acompanhamento com profissionais especializados e que sempre avaliem a proposta terapêutica, verificando a necessidade de ajustes. Ainda, participar de sessões de psicoterapia (principalmente com abordagens comportamentais) podem oferecer estratégias para que o indivíduo consiga lidar com situações de alto risco ou forte desejo de consumir a substancia, além de maneiras de evitar e prevenir recaídas.

REFERÊNCIAS:

  • Arthur Guerra de Andrade é médico psiquiatra, especialista em dependência química e Presidente Executivo do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) – CRM-SP 33.807
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