Bem-vindo a nossa Clínica de Reabilitação!

Atendimento : de domingo a domingo, 24 horas por dia.
  Nossos Contatos : (81) 991724641 Claro /(81) 9 8523.4166 Oi / (81) 9 9847.3488 Tim

All Posts in Category: Sem Categoria

A pior prisão do mundo | Augusto Cury

“O que acontece no inconsciente que faz com que a dependência química se torne o mais drástico cárcere da inteligência ou a pior prisão do mundo? Por que, em todo o mundo, milhares de jovens colegiais e universitários, que têm acesso a tantas informações, não conseguem usar sua cultura para romper com as algemas dessa prisão?”, questiona o psiquiatra Augusto Cury, na obra A pior prisão do mundo – superando o cárcere da emoção, livro em que debate a toxicomania e a liberdade do ser humano dentro de si mesmo.

Na obra, Cury auxilia pais, educadores e jovens a dialogarem e encontrarem vidas mais significativas, trazendo à luz suas décadas de estudo e de prática clínica, como é o caso que trazemos hoje, do paciente de Cury, chamado de “J.V.”. Leia o que Augusto Cury conta sobre a história do jovem de 26 anos e sobre sua luta a favor de si mesmo.   

No diálogo com os dependentes, descobre-se uma incrível contradição a respeito do uso de drogas. O que as pessoas, em sua maioria jovens, buscam e sonham encontrar é totalmente divergente daquilo que realmente encontram.

Procuram a aventura e acabam presos na mais amarga das prisões. Querem um mundo diferente daquele oferecido por suas famílias e pela sociedade mundo no qual nada os controlará, onde farão suas viagens sem serem importunados, mas acabam se transformando nos mais restritos, nos mais manipulados dos seres, controlados por substâncias tão minúsculas e insignificantes.

Qualquer pessoa que usa drogas conseguirá se enxergar um pouco na história deste jovem dependente. 
Vamos conhecer a história de um dos meus pacientes.

Ele se chama J.V. e tem 26 anos. Abandonou a faculdade quase no fim do curso. Pertence a uma família de bom nível cultural e financeiro, passou a infância sem grandes conflitos, embora tivesse uma postura autossuficiente que o levava a reagir antes de pensar, e tinha dificuldades de se colocar no lugar dos outros.

Tinha problemas de relacionamento com os pais, que tentavam inutilmente trazê-lo para o convívio mais íntimo com a família. Aos 12 anos, criticava o namorado da irmã porque ele usava maconha. Parecia que era avesso às drogas, mas não tinha metas bem estabelecidas nem grandes sonhos. Determinado dia, sob a influência de amigos, que é uma das mais importantes causas do uso de drogas, começou a usar aquilo que aparentemente rejeitava.

Começou a fumar maconha, mas jamais com o intuito de ficar dependente, apenas para curtir um momento. Para aliviar sua consciência, dava a desculpa de sempre: o cigarro causa mais prejuízo do que a maconha.Queria justificar o uso de uma droga por meio de outra, o cigarro, embora esse seja comercialmente aceito e socialmente livre.

Sabe-se, principalmente porque a Ciência o estudou mais, que o cigarro provoca mais prejuízos físicos do que a maconha, de enfarto ao câncer. Contudo, o tetrahidrocanabinol, substância psicoativa da maconha, prejudica mais o território da emoção do que a nicotina do cigarro. Em virtude do seu alto potencial tranquilizante, a maconha conduz os usuários contínuos a encolherem sua capacidade de motivação e liderança. Eles se tornam pessoas sem garra, sem dinamismo, sem intrepidez e coragem para ocupar seus espaços profissionais e para transpor obstáculos sociais. Infelizmente, ninguém comenta ou estuda esse assunto.

J.V. inicialmente era um consumidor esporádico. Com o decorrer do tempo, passou a consumidor contínuo e, durante treze anos, fez uma verdadeira escalada na utilização de drogas, passando por muitas delas: moderadores de apetite, xaropes antitussígenos, que contêm codeína na fórmula, chá de cogumelo, LSD, calmantes, cocaína, crack e merla (pasta básica de cocaína), etc.

Nos últimos cinco anos, sua vida social estava totalmente irregular. Não trabalhava, dormia até meio-dia. Entretanto, dizia ser o mais controlado no grupo de amigos de vício, cuidando para que eles não se excedessem, pois temia os efeitos da overdose, já que alguns haviam morrido por parada cardiorespiratória. Mas isso não evitou que ele próprio se tornasse grande consumidor de cocaína e traficante intermediário para sustentar o alto custo do seu vício.

Nessa fase, chegou a ter um quilo de cocaína nas mãos. Estava tão aprisionado dentro de si mesmo, que não percebia os graves riscos que corria, inclusive o de passar vários anos numa cadeia. Paradoxalmente, quem insistia para que os amigos não exagerassem nas doses foi sendo gradativamente manipulado pela droga, começando a tomar doses cada vez mais elevadas.

Em apenas uma noite chegava a fazer vinte aplicações de cocaína nas veias, doses que para a maioria das pessoas seria letal, embora mencionasse que sentia sérias alterações no ritmo cardíaco e respiratório. Toda vez que tomava a droga, J.V. controlava atentamente sua frequência cardíaca, sempre temeroso de sofrer morte súbita, e mesmo esse medo da morte não conseguia libertá-lo de sua prisão interior.

Esse paciente passou por alguns tratamentos psicológicos e psiquiátricos frustrantes e, por fim, chegou ao meu consultório desanimado e desconfiado. Apliquei os princípios da terapia multifocal. Ele não acreditava mais que alguém pudesse ajudá-lo.

Primeiramente, procurei criar no ambiente terapêutico um clima inteligente, irrigado com diálogo aberto, franco, sem preconceitos. Nesse ambiente, tentei conquistar a sua confiança, principalmente valorizando as qualidades da sua personalidade, para resgatar sua autoestima e mostrar que compreendia a sua dor e suas fragilidades.

Em segundo lugar, procurei mostrar-lhe que estar sob o domínio das drogas é uma doença e que ele precisava enfrentar um tratamento de maneira totalmente nova; ele precisava esquecer as tentativas anteriores frustradas e recomeçar tudo.

Realcei que a sabedoria não está em não errar, mas em usar os erros como alicerce para a maturidade.

Em terceiro lugar, empenhei-me em ajudá-lo a resgatar a liderança do eu nos focos de tensão, em conduzi-lo a ter uma vontade dominante, encorajando-o a ser mais forte que o seu impulso para a droga. Mostrei-lhe o absurdo da situação: um ser humano tão inteligente controlado por substâncias tão ínfimas.

Por fim, trabalhei no sentido de fazê-lo perder a representação psicológica inconsciente que as drogas possuíam na sua personalidade. Esse último passo foi o mais importante: quando um jovem termina o romance com a namorada, mas ainda continua a pensar nela, a namorá-la em seus sonhos e, quando a vê, tem taquicardia e outros sintomas físicos, então a possibilidade de ele reatar esse romance é grande, pois a jovem ainda representa algo importante para ele, embora esteja fisicamente separado dela.

O mesmo acontece com a dependência das drogas. Quando um jovem para de usá-las, mas ainda pensa nelas, sonha com elas e se lembra dos efeitos que elas propiciavam quando estava atravessando algum conflito ou se ainda sente desejo por elas, quando alguém lhe oferece, então é muito provável que, um dia, ele volte novamente a usá-las, pois o romance ainda não terminou nos porões de sua memória.

O paciente J.V, atualmente, está perdendo a representação psicológica das drogas. Agora, levanta cedo e vai trabalhar.

Resgatou o prazer de viver.

Seu relacionamento familiar melhorou, existe diálogo e uma proximidade maior entre ele e seus familiares.

Não é suficiente que se pare de usar as drogas, é preciso que elas percam sua representação interior, ou seja, o significado psicológico que ocupam na vida da pessoa. Caso contrário, o romance poderá ser reatado um dia, principalmente porque as drogas estão sempre disponíveis.

 

Casa de recuperação em itamaracá

Leia Mais

V Caminhada De São Lourenço.

IGREJA MATRIZ DE SÃO LOUREÇO  V CAMINHADA SÃO LOURENÇO DA MATA.
UM EVENTO RELIGIOSO. UMA PEREGRINAÇÃO. UM ATO DE FÉ.
DO MARCO ZERO DO RECIFE ATÉ A PRAÇA DA MATRIZ DE SÃO LOURENÇO DA MATA.

1 – os participantes podem começar e terminar em qualquer local do percurso;
2 – deve ser usada uma roupa leve, própria para caminhada;
3 – de preferência, sapato tênis, mas é importante que se ajuste bem aos pés.
4 – pode parecer aviso desnecessário, mas convém lembrar que as unhas dos pés devem ser cortadas, de véspera se possível, principalmente o dedão; isto evita que a unham seja machucada no percurso.
5 – você pode participar também dando carona aos caminhantes e acompanhando a caminhada com seu veículo, possibilitando um importante suporte auxiliar à Caminhada;
6 – o uso de protetor solar é muito importante; quem quiser as camisas protetoras dos raios solares, é oportuno; o dia pode ser de sol ameno ou não;
7 – outras orientações adicionais podem ser administradas e bem-vindas pela nossa pagina no Facebook https://www.facebook.com/events/748261281949451/permalink/783256248449954/

PARTICIPE.
CONVIDE UM AMIGO OU AMIGA.

Leia Mais

Demasiado Ocupados

“Precisamos de praticar aquilo que aprendemos ou arriscamo-nos a perder tudo, não importa há quanto tempo estejamos limpos.” Texto Básico, p. 96

Quando já temos algum tempo limpo, alguns de nós têm a tendência de esquecer qual é a nossa prioridade mais importante. Uma vez por semana, ou menos, dizemos: “Tenho de ir esta noite a uma reunião. Há mais de…” Estamos tão ocupados com outras coisas, decerto importantes, mas não mais do que a nossa contínua participação em Narcóticos Anônimos. Acontece aos poucos. Arranjamos trabalhos. Reunimo-nos às nossas famílias. Temos de tomar conta dos filhos, o cão está doente, ou temos aulas à noite. A casa precisa de ser limpa. Temos de regar as plantas. Temos de trabalhar até tarde. Estamos cansados. Dá hoje um filme óptimo. E, de repente, vemos que já vai algum tempo que não falamos com o nosso padrinho ou madrinha, que não vamos a uma reunião, que não falamos com um recém-chegado, ou mesmo que não falamos com Deus. O que é que fazemos nestas alturas? Bom, ou renovamos o nosso compromisso com a nossa recuperação, ou continuamos demasiado ocupados para recuperar até que aconteça algo e as nossas vidas se tornem ingovernáveis. Mas que escolha! O melhor que teremos a fazer é pôr mais energias na manutenção dos alicerces da recuperação sobre os quais se constroem as nossas vidas. Esses alicerces tornam tudo o resto possível, e decerto que irão ruir se nos deixarmos ocupar por tudo o resto.
Só por hoje: Não posso dar-me ao luxo de estar demasiado ocupado para recuperar. Hoje vou fazer algo que mantenha a minha recuperação.
Leia Mais

Uma promessa, muitas dádivas

“Narcóticos Anônimos apenas promete uma coisa, e essa é a Libertação da adicção activa…” Texto Básico, p. 118

Imaginem como seria se, quando tivéssemos chegado às portas de Narcóticos Anônimos, desesperados, querendo parar de usar drogas, encontrássemos o seguinte anúncio: “Se trabalhares os passos e não usares drogas, irás casar, ter casa e começar a andar bem vestido. Vais tornar-te um membro responsável e produtivo da sociedade e serás boa companhia para reis e presidentes. Serás rico e terás uma carreira dinâmica.” A maioria de nós, recebidos com uma promoção tão desajeitada, teria fugido na hora. Em vez de pressões e de previsões assustadoras e sem sentido, somos recebidos com uma promessa de esperança: a libertação da adicção ativa. Sentimos um alívio abençoado quando ouvimos que não temos que voltar a usar drogas outra vez. Não seremos forçados a ser seja o que for! E claro que, depois de algum tempo em recuperação, começam a acontecer coisas boas nas nossas vidas. Recebemos dádivas – dádivas espirituais, dádivas materiais, dádivas com que sempre sonhamos, mas nunca tivemos esperança de conseguir. Elas são, contudo, dádivas verdadeiras – não nos foram prometidas só porque nos tornamos membros de N.A. Tudo o que nos é prometido é a libertação da adicção – e isso é mais do que suficiente!

Só por hoje: Foi-me prometido a libertação da adicção activa. As dádivas que recebo são os benefícios de recuperação.

Leia Mais

Tratamento Voluntário e Involuntário

Internação Voluntária

Este tipo de internação é feita por incentivo da família ou por algum tipo de promessa material, onde, em troca do tratamento, o indivíduo em questão ganhara um carro, ou algum bem de valor, ou até mesmo uma reconciliação com parentes próximos.

Na internação voluntária, a probabilidade de dar certo é muito pequena, pois o usuário não está focado no problema que existe dentro dele e no benefício que vai obter depois que sair da clínica de recuperação.

Internação Involuntária

A internação involuntária é vista como um fato positivo. O usuário chega na clínica de surpresa, contra sua vontade, e o fato de ninguém mais acreditar em nele é notório, fazendo que o próprio comece, inconscientemente, a buscar oportunidades. Esses sim superam as estatísticas, onde, temos um índice de 70% de usuários involuntários que se limparam e hoje estão inseridos na sociedade.

 

No que se refere à internação voluntária e involuntária, há complexidade e falta da compreensão tanto da sociedade, autoridades, profissionais da área, quanto do próprio usuário.

O que temos mais entendimento em relação à internação é a compulsória, pois essa sim seria percebida a necessidade de interditar o usuário por oferecer risco a ele mesmo ou a terceiros. Vale salientar que esta internação é por ordem judicial.

Saiba mais sobre o tratamento Involuntário e Compulsório de acordo com a Lei Federal nº 10.216, de seis de abril de 2001 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10216.htm).

 

Texto: Celivaldo Guerra (Diretor)

Edição: Sthéfane Gonçalves (Assessora de Imprensa)

Leia Mais

Meditação do Dia – Narcóticos Anônimos

Faça Aquela Chamada

 

“Temíamos que, se alguma vez revelássemos como éramos de fato, certamente seríamos rejeitados… [Mas] nossos companheiros nos compreendem”

Precisamos de nossos companheiros de NA – sua experiência, sua amizade, seu riso, sua orientação e muito, muito mais. Mesmo assim muitos de nós hesitam em chamar nossos padrinhos ou visitar nossos amigos de NA. Não queremos nos impor a eles. Pensamos em telefonar para alguém, mas não nos sentimos merecedores de seu tempo. Tememos que, caso venham a nos conhecer – realmente nos conhecer – certamente nos rejeitarão. Esquecemos que nossos companheiros de NA são exatamente iguais a nós. Não há nada que tenhamos feito, nenhum lugar a que tenhamos ido ou sentimentos que tenhamos sentido, com que outros adictos em recuperação não sejam capazes de se identificar. Quanto mais deixarmos que os outros nos conheçam, mais iremos ouvir: “Você está no lugar certo. Você está entre amigos. Você faz parte. Bem-vindo!” Também esquecemos que, do mesmo modo que precisamos dos outros, eles precisam de nós. Não somos os únicos que queremos sentir que fazemos parte, que queremos experimentar o calor da amizade, que queremos alguém para compartilhar. Se nos isolamos de nossos companheiros, nós os privamos de algo que eles precisam, algo que só nós podemos dar a eles: nosso tempo, nossa companhia, nosso verdadeiro eu. Em Narcóticos Anônimos, adictos em recuperação se importam uns com os outros. O que esperam do outro lado do telefone não é rejeição, mas amor, calor e identificação da Irmandade de NA. Faça aquela chamada!

 

Só por hoje: Em NA, eu estou entre amigos. Entrarei em contato com os outros, dando e recebendo em irmandade.

Leia Mais

Meditação do Dia – Narcóticos Anônimos

Despertar Espiritual

Tendo experimentado um despertar espiritual, como resultado destes passo.

“Como saberei que tive um despertar espiritual?” Para muitos de nós o despertar espiritual vem gradualmente. Talvez nossa primeira consciência espiritual seja tão simples quanto uma nova valorização da vida. Um dia, de repente, podemos perceber o som de pássaros cantando de manhã cedo. A simples beleza de uma flor pode nos lembrar que há um Poder maior do que nós trabalhando à nossa volta.

Só por hoje: Eu vou refletir sobre cada despertar espiritual que experimentei. Buscarei estar consciente de Deus. Dedicarei algum tempo do dia para apreciar o trabalho de meu Poder Superior.

Leia Mais

Meditação do dia – Narcóticos Anônimos

Gratidão

“Sou muito grato por ter passado a acreditar”

A crença em um Poder Superior pode fazer toda a diferença quando as coisas vão mal! Quando as coisas não caminham à nossa maneira, em recuperação, nosso padrinho poderá nos orientar a fazer uma “lista de gratidão”. Quando a fizermos, devemos incluir nessa lista nossa fé em um Poder maior que nós Uma das maiores dádivas que recebemos dos Doze Passos é nossa crença em um Deus de nossa própria compreensão. Os Doze Passos nos guiam gentilmente em direção a um despertar espiritual. Assim como nossa adicção progrediu, nossa vida espiritual também se desenvolve com o trabalho do Programa de Narcóticos Anônimos. Os passos são nosso caminho para um relacionamento com o Deus de nossa compreensão. Esse Poder Superior nos dá força quando nossa estrada se torna árdua. Sentimo-nos gratos pelo aprofundamento da relação com um Poder Superior? Lembramo-nos de agradecer a Deus por cada dia limpo, não importando o que tenha acontecido nesse dia? Lembramo-nos, mesmo no mais profundo desespero ou na maior alegria, que Deus de nossa compreensão está conosco? Nossa recuperação é uma dádiva. Uma dádiva que, algumas vezes, tornamos por certa, não dando importância. Cada dia em que permanecemos limpos podemos nos alegrar sob a proteção de nosso Poder Superior.

Só por hoje: Eu sou grato por meu relacionamento com o Poder Superior que cuida de mim.

 

Leia Mais

Meditação do Dia – Narcóticos Anônimos

Crescendo

“Nosso estado espiritual é o alicerce de uma recuperação bem sucedida, que oferece crescimento ilimitado”.

Quando nossos membros comemoram seus aniversários de recuperação, eles dizem, frequentemente, que “cresceram” em NA. Bom, pensamos então, o que isto quer dizer? Começamos a nos questionar se já somos adultos. Examinamos nossas vidas e verificamos que todas as armadilhas da vida adulta estão lá: talões de cheques, filhos, emprego, responsabilidades. No entanto, internamente, quase sempre nos sentimos como crianças. Em grande parte do tempo, a vida ainda nos deixa confusos. Nem sempre sabemos como agir. Algumas vezes, ainda nos perguntamos se somos realmente adultos, ou se somos crianças que, de alguma forma, foram colocadas em corpos adultos e a quem foram dadas responsabilidades de adultos. Crescimento não é mais bem avaliado por idade física ou níveis de responsabilidade. Nossa melhor medida de crescimento é nosso estado espiritual, o alicerce de nossa recuperação. Se ainda dependemos de pessoas, lugares e coisas para alcançar uma satisfação interna, como crianças que dependem dos pais para tudo, nós, certamente, temos muito a crescer. Mas, se estamos firmes no alicerce de nosso estado espiritual, considerando que sua manutenção é nossa maior responsabilidade, podemos alegar maturidade. Sobre esta base, nossas oportunidades para crescer são ilimitadas.

Só por hoje: A medida de minha maturidade é proporcional à responsabilidade que assumo pela manutenção de meu estado de espírito. Hoje, esta será minha prioridade.

Leia Mais

Meditação do Dia – Narcótico Anônimos

“Recuperação”

“Narcóticos Anónimos oferece a adictos um programa de recuperação que é mais do que apenas uma vida sem drogas. Não só é este modo de vida melhor do que o inferno em que vivíamos, como é também melhor do que alguma vida que alguma vez conhecemos. ” Texto Básico, p. 119

Poucos de nós têm algum interesse em “recuperar” aquilo que tinham antes de começar a usar. Muitos de nós sofreram abusos físicos, sexuais e emocionais. Apanharmos uma “pedra” e mantermo-nos “pedrados” parecia a única forma possível para tapar tais abusos. Outros sofreram de uma forma menos óbvia mas igualmente dolorosa, antes de a adicção os agarrar. Tínhamos falta de direcção e de propósito. Estávamos espiritualmente vazios. Sentíamo-nos isolados, incapazes de sentir empatia pelos outros. Não tínhamos nenhuma das coisas que dão à vida o seu sentido e o seu valor. Usámos drogas numa tentativa inútil de preencher o vazio dentro de nós. A maioria de nós não quererá “recuperar” aquilo que tinha antes. A recuperação que encontramos em NA acaba por ser algo diferente: a oportunidade de uma vida nova. Foram-nos dadas ferramentas para limpar a destruição das nossas vidas. Temos sido apoiados num novo caminho que iniciámos corajosamente. E recebemos a dádiva do contacto consciente com um Poder superior a nós mesmos, que nos dá a força interior e a direcção que tão dolorosamente necessitámos no passado. Recuperar? Sim, em todos os sentidos. Estamos a recuperar toda uma vida nova, melhor do que qualquer coisa que alguma vez imaginámos ser possível. Sentimo-nos gratos.

Só por hoje: Recuperei algo que nunca tive, e que nunca julguei ser possível: a vida de um adicto em recuperação. Estou agradecido ao meu Poder Superior, mais do que as palavras possam dizer.

Fonte: http://www.na-pt.org/sph.php
Leia Mais