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Os velhos sonhos não precisam de morrer

“Sonhos perdidos despertam, e surgem novas possibilidades.” Texto Básico, p. 103

A maioria de nós tinha sonhos quando éramos novos. Quer fossem sonhos de uma carreira dinâmica, de uma família grande e feliz, ou de viagens ao estrangeiro, eles morreram quando nos deixamos prender pela nossa adicção. Tudo aquilo que quisemos foi posto de lado na nossa busca de drogas. Os nossos sonhos não iam além da droga seguinte e da euforia que esperávamos que ela nos trouxesse. Agora, em recuperação, encontramos uma razão para esperar que os nossos sonhos perdidos ainda possam tornar-se realidade. Não importa a idade que tenhamos, ou quanto a nossa adicção nos tenha tirado, ou quão improváveis possam parecer as nossas atitudes, a libertação da adicção ativa dá-nos a possibilidade de perseguir as nossas ambições. Podemos descobrir que temos talento para alguma coisa, ou descobrir um passatempo de que gostemos, ou aprender que prosseguirmos a nossa recuperação poderá ser muito recompensador. Costumávamos colocar quase todas as nossas energias a inventar desculpas e racionalizações para os nossos falhanços. Hoje seguimos em frente e fazemos uso das muitas oportunidades que a vida nos coloca. Podemos surpreender-nos com aquilo de que somos capazes. Apoiados nos alicerces da nossa recuperação, o sucesso, a realização e a satisfação estão por fim ao nosso alcance.
Só por hoje: A partir de hoje vou fazer aquilo que possa para realizar os meus sonhos.
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Alguém que acredite em mim

“Só por hoje, vou ter confiança em alguém de NA que acredite em mim e queira ajudar-me na minha recuperação.” Texto Básico, p. 111

Nem todos nós chegamos a NA largando automaticamente as drogas. Mas se continuarmos a voltar, encontramos em Narcóticos Anônimos o apoio de que precisamos para a nossa recuperação. Nos mantermos limpos é fácil quando temos alguém que acredita em nós, mesmo quando não acreditamos. Mesmo aquela pessoa que esteja em constantes recaídas em NA tem geralmente um firme apoiante que está lá sempre, não importa o que aconteça. É imperativo que encontremos aquela pessoa, ou aquele grupo de pessoas, que acredite em nós. Quando lhes perguntamos se alguma vez iremos ficar limpos, irão sempre responder: “Sim, hás-de ficar limpo. Volta que isto resulta.” Todos nós precisamos de alguém que acredite em nós, especialmente quando não conseguimos acreditar. Quando recaímos, minamos a nossa já abalada autoconfiança, por vezes de tal forma que começamos a sentirmo-nos totalmente desesperados. Nessas alturas precisamos do apoio dos nossos fiéis amigos de NA. Dizem-nos que esta poderá ser a nossa última recaída. Sabem por experiência que, se continuarmos a ir a reuniões, eventualmente iremos largar as drogas e manter-nos limpos. E difícil a muitos de nós acreditarmos em nós próprios. Mas quando alguém nos ama incondicionalmente, dando-nos o seu apoio não importa quantas vezes tenhamos recaído, a recuperação em NA torna-se um pouco mais real para nós.

Só por hoje: Vou encontrar alguém que acredite em mim. Vou acreditar nessa pessoa.

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A forma como concebemos

“Examinamos as nossas vidas e descobrimos quem realmente somos. Ser-se verdadeiramente humilde é aceitarmo-nos e tentarmos honestamente ser nós próprios.” Texto Básico, p. 41
Como adictos no ativo, as exigências da nossa doença determinaram a nossa personalidade. Podíamos ser quem ou aquilo que precisássemos de ser para conseguirmos a nossa dose. Éramos máquinas de sobrevivência, adaptando-nos facilmente a qualquer circunstância de uma vida de uso. Uma vez em recuperação, iniciamos uma vida nova e diferente. Muitos de nós não tinham ideia do comportamento apropriado para cada situação. Alguns de nós não sabiam como falar com as pessoas, como se vestir ou como se comportar em público. Não podíamos ser nós próprios porque já não sabíamos mais quem éramos. Os Doze Passos dão-nos um método simples para descobrirmos quem realmente somos. Pomos a descoberto as nossas qualidades e os nossos defeitos, as coisas que gostamos em nós e aquelas que não nos agradam tanto. Através do poder reparador do Doze Passos, começamos a perceber que somos indivíduos, criados para sermos quem somos pelo Poder Superior da nossa concepção. A verdadeira recuperação começa quando compreendemos que se o nosso Poder Superior nos criou deste modo, deve então estar bem sermos quem somos.
Só por hoje: Ao trabalhar os passos posso sentir a liberdade de ser eu próprio, a pessoa que o meu Poder Superior pretendeu que eu fosse.
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Sentimentos “bons” e “maus”

Num só dia acontecem muitas coisas, coisas positivas e coisas negativas. Se não dermos a nós mesmos a oportunidade de viver ambas, perderemos decerto algo que nos ajudará a cresce!” IP n° 8, Só por hoje

A maioria de nós parece julgar inconscientemente aquilo que acontece em cada dia nas suas vidas, como sendo bom ou mau, como sucesso ou falhanço. Temos tendência a sentirmo-nos felizes com o “bom” e zangados, frustrados ou culpados, com o “mau”. No entanto, bons e maus sentimentos têm pouco a ver com o que realmente é bom ou mau para nós. Podemos aprender mais com os nossos falhanços do que com os nossos sucessos, principalmente se o falhanço advier de um risco que tomamos. Quando associamos julgamentos de valor às nossas reações emocionais ficamos presos às nossas velhas maneiras de pensar. Podemos mudar o modo de pensar sobre os incidentes do dia-a-dia, vendo-os como oportunidades para crescer, e não como bons ou maus. Podemos procurar lições em vez de atribuir rótulos de valor. Quando fazemos isso, aprendemos algo em cada dia. O nosso Décimo Passo diário é um excelente instrumento para avaliar os acontecimentos do dia e aprender tanto com os sucessos como com os erros.
Só por hoje: É-me dada uma oportunidade de aplicar os princípios de recuperação para que eu aprenda e cresça. Quando aprendo com os acontecimentos da vida, sou bem sucedido.
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Sintomas de um despertar espiritual

“Os passos conduzem a um despertar de uma natureza espiritual. Este despertar é demonstrado através das mudanças nas nossas vidas.” Texto Básico, p. 56

Sabemos reconhecer a doença da adicção. Os seus sintomas são incontestáveis, para além de um apetite descontrolado por drogas, temos comportamentos doentios egocêntricos e egoístas. Quando a nossa adicção ativa se encontrava no seu auge, nós encontrávamos obviamente em grande dor, julgávamos implacavelmente nós próprios e os outros, e passávamos a maior parte do tempo preocupados ou a tentar controlar os resultados. Assim como a doença da adicção é evidenciada por sintomas definidos, também o despertar espiritual se manifesta por determinados sinais óbvios num adicto em recuperação. Podemos observar uma tendência para pensar e agir espontaneamente, uma perda de interesse em julgar ou interpretar as ações de outra pessoa qualquer, uma capacidade clara de apreciar cada momento, assim como frequentes ataques de risos. Se virmos alguém a demonstrar sintomas de um despertar espiritual, deveremos estar avisados de que esses despertares são contagiosos. O nosso melhor curso de ação é aproximarmos dessas pessoas. Quando começarmos a ter frequentes e enormes episódios de gratidão, uma receptividade crescente ao amor dado pelos nossos companheiros adictos, e uma vontade descontrolada de retribuir esse amor, vamos compreender que, também nós, tivemos um despertar espiritual.
Só por hoje: O meu desejo mais forte é ter um despertar espiritual. Vou estar atento aos seus sintomas e alegrar-me quando os descobrir.
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Sair do Isolamento

“Damos por nós a fazer coisas que nunca pensamos fazer, e a gostar de fazê-las.” Texto Básico, p. 113
A adicção ativa manteve-nos isolados por muitas razões. No início evitávamos a família e os amigos, para que eles não descobrissem que andávamos a usar. Alguns de nós evitavam todas as pessoas que não fossem adictas, temendo os jogos moralistas e as repercussões legais. Deitamos abaixo quem tivesse vidas “normais”, com famílias e passatempos; chamávamos-lhes “caretas”, acreditando que nunca iríamos conseguir gozar os prazeres simples da vida. Por fim acabamos por evitar até outros adictos, pois não queríamos dividir as nossas drogas. As nossas vidas estreitaram-se, e as nossas preocupações ficaram confinadas à manutenção diária da nossa doença. Hoje as nossas vidas estão muito mais preenchidas. Apreciamos as atividades com outros adictos em recuperação, temos tempo para as nossas famílias, e descobrimos muitas outras coisas que nos dão prazer. Que mudança em relação ao passado! Podemos viver a vida tão intensamente como as pessoas “normais” que antigamente desprezávamos. A alegria voltou às nossas vidas, uma dádiva de recuperação.
Só por hoje: Posso encontrar prazer nas rotinas simples da vida.
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Erros

“Insanidade é repetir os mesmos erros à espera de resultados diferentes.” Texto Básico, p. 27

Erros! Todos sabemos o que sentimos quando os cometemos. Muitos de nós sentem-se aterrorizados ao olhar para sí próprios, ao sondar o seu interior. Muitas vezes olhamos para os nossos erros com vergonha e culpa – no mínimo com frustração e impaciência. Temos tendência para ver os erros como evidência de que continuamos doentes, doidos, estúpidos, ou demasiado danificados para recuperar. Na verdade, os erros são uma parte vital e importante do ser humano. Para pessoas particularmente teimosas (como os adictos), os erros são o nosso melhor mestre. Não há que ter vergonha de errar. De fato, cometer novos erros mostra por vezes a nossa vontade de arriscar e crescer. No entanto, é importante que aprendamos com os nossos erros; repetir os mesmos pode ser um sinal de que estamos atolados. E esperar resultados diferentes dos mesmos velhos erros – bom, isso é aquilo a que chamamos “insanidade”. Simplesmente não resulta.

Só por hoje: Os erros não são tragédias. Mas por favor, meu Poder Superior, ajuda-me a aprender com eles!

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Seguir em frente neste caminho

“A progressão da recuperação é uma caminhada contínua e a subir.” Texto Básico, p. 93

Quanto mais tempo estamos limpos, mais íngreme e estreito parece tornar-se o nosso caminho. Mas Deus não nos dá mais do que aquilo que podemos aguentar. Não importa quão difícil a estrada se torne, não importa quão estreita ela seja, ou quão tortuosas sejam as suas curvas, existe esperança. Esta esperança repousa na nossa progressão espiritual. Se continuarmos a ir a reuniões e nos mantivermos limpos, a vida torna-se… bom, diferente. A procura contínua de respostas para os altos e baixos da vida pode levar-nos a questionar todos os aspectos das nossas vidas. A vida nem sempre é agradável. É aí que devemos voltar-nos ainda com mais fé para o nosso Poder Superior. Por vezes tudo aquilo que podemos fazer é nos segurar bem, acreditando que as coisas irão melhorar. Com o tempo, a nossa fé irá nos ajudar a compreender. Começaremos a ver o “contexto mais vasto” das nossas vidas. À medida que a relação com o nosso Poder Superior se revela e se aprofunda, a aceitação torna-se quase natural. Não importa aquilo que aconteça ao caminharmos em recuperação, confiamos na nossa fé num Poder Superior amantíssimo e seguimos em frente.
Só por hoje: Aceito que não tenho todas as respostas para as questões da vida. Apesar disso, vou ter fé no Deus da minha concepção e continuar no caminho da recuperação.
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Equilibrar a Balança

“Muitas das nossas principais preocupações e dificuldades advêm da nossa inexperiência em viver sem drogas. Por vezes, quando pedimos conselhos a alguém que esteja há mais tempo no programa, ficamos surpreendidos com a simplicidade da sua resposta.” Texto Básico, p. 49
Encontrar equilíbrio em recuperação é um pouco como nos sentarmos com uma balança e um monte de areia. O objetivo é ter uma quantidade igual de areia em cada prato, conseguindo um equilíbrio de peso. Fazemos o mesmo em recuperação. Sentamo-nos com os alicerces do nosso tempo limpo e os Doze Passos, e depois tentamos acrescentar um emprego, as responsabilidades de manter uma casa, amigos, afilhados, relações, reuniões e serviço em quantidades iguais para que os pratos da balança se equilibrem. A nossa primeira tentativa poderá desequilibrar a nossa balança pessoal. Podemos descobrir que, devido ao nosso demasiado envolvimento em serviço, irritamos o nosso patrão ou a nossa família, mas quando tentamos corrigir este problema abandonando completamente o serviço em NA, desequilibramos o outro prato da balança. Podemos pedir ajuda a membros que estabilizaram a sua balança. Essas pessoas são fáceis de reconhecer. Parecem-nos serenas, comedidas e confiantes. Irão sorrir ao reconhecerem o nosso dilema e irão partilhar a forma como elas próprias conseguiram acalmar, juntando apenas uns poucos grãos de areia de cada vez, em cada prato da balança, sendo assim recompensadas com equilíbrio em recuperação.

Só por hoje: Procuro equilíbrio na minha vida. Hoje vou pedir a outros que partilhem a sua experiência na procura desse equilíbrio.

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Prontos para Aprender

“Aprendemos que não há mal em não se saber todas as respostas, pois assim podemos ser ensinados e aprender a viver a nossa nova vida com sucesso.” Texto Básico, p. 107

De certo modo, a adicção é um grande mestre. E se a adicção não nos ensina mais nada, ensina-nos, pelo menos, a humildade. Ouvimos dizer que foram precisas as nossas melhores ideias para chegarmos a NA. Agora que estamos aqui, estamos para aprender. A Irmandade de NA constitui um ótimo ambiente de aprendizagem para um adicto em recuperação. Não nos fazem sentir estúpidos nas reuniões. Em vez disso, encontramos outros que estiveram exatamente onde nós estivemos e que encontraram uma saída. Tudo o que precisamos de fazer é admitir que não temos todas as respostas, e depois ouvir os outros partilharem aquilo que resultou para eles. Como adictos em recuperação e como seres humanos, temos muito que aprender. Outros adictos – e outros seres humanos – têm muito para nos ensinar sobre aquilo que resulta e aquilo que não resulta. Enquanto nos mantivermos prontos para aprender, podemos tomar partido da experiência dos outros.

Só por hoje: Vou admitir que não tenho todas as respostas. Vou olhar e procurar escutar na experiência dos outros as respostas de que preciso.

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